Operação identifica suspeitas de manipulação em jogos da Série A
MP de Goiás expande investigações e revela esquema de corrupção no futebol brasileiro

A Operação Penalidade Máxima, iniciada pelo Ministério Público de Goiás, se expandiu para outros estados e descobriu suspeitas de manipulação de resultados em cinco jogos da Série A de 2022. A operação, realizada em parceria com autoridades de outros estados, cumpriu três mandados de prisão preventiva e 20 mandados de busca e apreensão em seis estados e 16 cidades.
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Entre os alvos da operação estão o zagueiro Victor Ramos, da Chapecoense, o lateral-esquerdo Igor Cariús, do Sport, o meia Gabriel Tota, ex-Juventude e atualmente no Ypiranga-RS, e o zagueiro Kevin Lomónaco, do Bragantino. Além dessas, há também outro jogador que atua no Rio Grande do Sul, mas cujo nome não foi revelado.
As partidas específicas em que ocorreram as suspeitas de manipulação ainda não foram divulgadas, mas as investigaram em fevereiro do ano em curso e inicialmente se concentraram em jogos da Série B do ano anterior. Segundo os pesquisadores, há projeções de que pelo menos cinco jogos da Série A de 2022 foram manipulados por apostadores, além de jogos dos campeonatos estaduais de Goiás, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e São Paulo, todos de 2022.
De acordo com as questões, o grupo criminoso abordava jogadores com ofertas que variavam de R$ 50 mil a R$ 100 mil para que cometessem lances específicos nos jogos, como um número determinado de faltas, receber cartão amarelo, garantir um número específico de escanteios para um dos lados, ou até mesmo atuar para a derrota do próprio tempo. Com base nos resultados previamente combinados, os apostadores obtiveram lucros elevados em sites de apostas ou por meio de intermediários.
A Operação Penalidade Máxima teve início após o volante Romário, do Vila Nova-GO, aceitar uma oferta de R$ 150 mil para cometer um pênalti em um jogo contra o Sport pelo Campeonato Brasileiro da Série B. O jogador recebeu um adiantamento de R$ 10 mil e deveria receber os demais R$ 140 mil após a partida, mas não foi relacionado para o jogo e tentou cooptar colegas de time, sem sucesso. A história vazou e o presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo, que é militar, investigou o caso policial e entregou como provas para o Ministério Público de Goiás.
A primeira denúncia, feita há dois meses, indicava suspeitas em três jogos da Série B do ano passado, mas as pessoas pensavam revelariam pressões de manipulação em jogos da Série A e de campeonatos estaduais de outros estados também.
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