Oposição consegue adiar votação do novo zoneamento
A bancada de oposição ao prefeito Fernando Haddad (PT) na Câmara Municipal conseguiu adiar mais uma vez a votação do novo zoneamento de São Paulo. Previsto para ser votado na noite desta terça-feira, 15, o projeto amplia os corredores de comércio nos bairros residenciais e o perímetro passível para verticalização. Após cinco horas de debates…

A bancada de oposição ao prefeito Fernando Haddad (PT) na Câmara Municipal conseguiu adiar mais uma vez a votação do novo zoneamento de São Paulo. Previsto para ser votado na noite desta terça-feira, 15, o projeto amplia os corredores de comércio nos bairros residenciais e o perímetro passível para verticalização. Após cinco horas de debates acalorados, com direito a bate-boca entre vereadores e cidadãos presentes nas galerias do plenário, a votação ficou para esta quarta, 16.
Entre as principais queixas apontadas pela população, e também por parte dos parlamentares, está a não definição das atividades que serão permitidas nas Zonas Corredor (ZCORs). Moradores de áreas residenciais pedem a publicação dessa relação para impedir a instalação de usos incômodos, como restaurantes, bares e supermercados, por exemplo.
Durante discursos contrários à proposta elaborada pela gestão Haddad, os vereadores Milton Leite (DEM), Andrea Matarazzo (PSDB) e Gilberto Natalini (PV) apontaram também a necessidade de um maior detalhamento dos mapas que compõem o projeto. Segundo Leite, há muitas falhas que podem levar à judicialização da lei. Já Natalini afirma que toda a delimitação das zonas deve estar escrita na lei. “É isso que manda a legislação brasileira. A lei é escrita. Os mapas devem ser adendos, complementos”, diz o vereador, que entrou na Justiça contra a tramitação da lei.
Relator do projeto, o vereador Paulo Frange (PTB) tem afirmado que os usos serão definidos até a segunda votação, mas sem garantir que os mesmos serão relacionados no texto da lei. Ele defende que as atividades vetadas e não as permitidas sejam incorporadas à proposta. Por enquanto, ele já proibiu abrigos, motéis, cursinhos, e estacionamentos do tipo drive-in nas ZCORs.
Bate-boca
A votação se deu em meio a um bate-boca que opôs vereadores e cidadãos presentes nas galerias do plenário. Ao menos cinco pessoas foram retiradas pela polícia depois de um coro de “fora PT” e palavras como “safados”, “vagabundos” e “ladrões”. Líder do partido, a vereadora Juliana Cardoso discutiu com algumas pessoas, a quem chamou de “coxinhas”, em alusão a supostos simpatizantes do PSDB.
O clima pesado se manteve ao longo de todo o processo de debate. Representantes do PSDB se alternaram no papel de obstrutor do processo e, às 20h25, conseguiram adiar a votação. Para virar lei, a proposta precisa do aval de 37 dos 55 parlamentares.
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