Os 5 estágios emocionais da corrida
Dicas para não deixar seu estado emocional atrapalhar o exercício


Dicas para não deixar seu estado emocional atrapalhar o exercício
Divulgação/Blog Vida Fit
Em pouco tempo, venho vivendo uma experiência bastante intensa (e apaixonante) com a corrida. Pra quem quer começar ou ainda tá no início desse relacionamento, compartilho com vocês o que eu chamo de “os 5 estágios emocionais da corrida”:
1. Medo e dúvida
“Será que corrida é pra mim? Não sei, não consigo nem correr 200m sem ficar sem ar”
Esse era o medo que ficava na minha cabeça o tempo todo quando tomei a decisão de começar a correr.
O fato é: a gente não quer falhar. Não queremos mais uma frustração na vida. Não queremos ver mais uma tentativa morrendo na nossa frente. Não queremos passar por situações “ridículas” de iniciantes e nos sentirmos vulneráveis. Por mais que a gente saiba que tudo isso é uma baita de uma bobeira.
Além disso, eu também tinha dúvidas sobre meu comprometimento com os treinos, afinal, na academia eu vivia dando “migué” – sempre tinha uma desculpa, um motivo que me fizesse matar o treino, nem que fosse ficar em casa no sofá com uma dor de cabeça inventada (sim, eu era dessas).
Mas eu fui, e me arrisquei mais uma vez. É como dizem: “Tá com medo? Vai com medo mesmo!”
2. Aceitação
Esse foi o momento em que eu aceitei o desafio de sobreviver aos primeiros 30 dias de treino. Na minha cabeça, se eu passar pelo primeiro mês, consigo levar o hábito adiante.
Logo que cheguei aos primeiros treinos com a galera da GO, já me senti em casa porque todos foram muito acolhedores e aquela sensação de “ok, fique tranquila, você tá fazendo a coisa certa” veio em pouco tempo enquanto eu caminhava com meu coach amado, o André, e ele ia me explicando toda a parte teórica dos treinos de corrida. E quando eu vi que tinha muita técnica envolvida e que não era apenas uma questão de “levar jeito pra coisa”, eu fui ficando mais confiante de que tudo ia ficar bem.
3. Dor e desconforto
Sim, todo começo é desconfortável. Sentia falta de ar, cansaço, a sensibilidade do pós-operatório do joelho, o corpo mais pesado também parecia não colaborar com nada – ritmo, movimento, fôlego, nada. Mais caminhava do que corria e comemorava a cada 100m corridos a mais na conta.
Depois essa fase inicial passa e vem um breve momento de conforto antes de ficar ruim de novo. Afinal, a corrida é movida a desafios: aumentar distância, diminuir tempo, ganhar mais força e resistência…
4. Êxtase
O primeiro momento de êxtase com a corrida aconteceu quando fiz minha primeira prova ever: a WRun, em março de 2014, em SP.
Foram os 4k que mudaram a minha relação com a corrida: conseguir correr esse percurso sem andar e sem morrer tanto era o que eu precisava pra engatar de vez na coisa. A sensação de conseguir me entregar a um desafio, que até então pra mim parecia coisa de outro mundo, foi uma das melhores que eu ja senti. Aquela sensação de que a gente consegue qualquer coisa quando se dedica e supera o medo de falhar.
5. Comprometimento
Quando dizem que corrida vicia, é verdade. Depois que fui oficialmente picada pelo bichinho da corrida, não consegui mais abandonar o páreo. Fizesse chuva ou sol, eu tava lá, treinando firme e forte – e evoluindo, consequentemente, pra minha alegria. E com isso, muitas coisas foram melhorando no meu dia a dia: saúde, corpo, humor, energia, disposição, foco, produtividade, vida social e até mesmo esse blog que vocês tão lendo agora.
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