Palmeiras goleia o Vasco no Rio e assume a terceira posição no Brasileiro
O Palmeiras goleou o Vasco por 4 a 1 neste domingo, em São Januário, no Rio, e voltou ao G4 do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o time alviverde assumiu a terceira colocação, com 28 pontos, a dois do arquirrival Corinthians e a quatro do líder Atlético Mineiro. Já o clube carioca, que esboçava uma reação na tabela após vencer o…

O Palmeiras goleou o Vasco por 4 a 1 neste domingo, em São Januário, no Rio, e voltou ao G4 do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o time alviverde assumiu a terceira colocação, com 28 pontos, a dois do arquirrival Corinthians e a quatro do líder Atlético Mineiro. Já o clube carioca, que esboçava uma reação na tabela após vencer o Fluminense na rodada anterior, mostrou-se totalmente desorganizado em campo e continua na zona do rebaixamento, em 18º lugar, com apenas 12 pontos – o primeiro clube fora do Z4 é o Figueirense, com 16.
A superioridade palmeirense ficou clara logo nos primeiros minutos da partida. Aos 3, Leandro Pereira recebeu de Arouca e arriscou um chute de fora da área. A bola desviou e entrou no canto, longe do alcance do goleiro Martín Silva, que voltava aos gramados após dois meses afastado por contusão.
Sete minutos depois, o mesmo Leandro cabeceou uma bola na trave. Mais sete minutos e foi a vez de Dudu ampliar o marcador, aproveitando uma falha de Martín Silva. O goleiro rebateu para o meio da área uma bola cruzada por Egídio, que sobrou para o palmeirense: 2 a 0. O Vasco parecia perdido em campo, sem conseguir armar uma jogada perigosa no ataque e sob risco constante do ataque palmeirense.
Aos 34 minutos foi a vez de o zagueiro palmeirense Victor Ramos marcar, em nova falha do goleiro Martín Silva. Egídio cobrou falta, o goleiro saiu mal, a bola bateu em Aislan e sobrou para o jogador completar para o gol vazio.
A falha revoltou a torcida vascaína, que se dividiu: alguns deixaram o estádio, enquanto a maioria passou a xingar os jogadores – principalmente o goleiro -, em coro. Chegou a acontecer uma briga entre os próprios torcedores cruzmaltinos, mas a confusão foi rapidamente controlada pela polícia.
Em campo, o passeio do Palmeiras continuava. Na única chance claríssima de gol para o Vasco, Herrera driblou Fernando Prass e, na linha da pequena área, acertou o travessão. Depois do jogo, ele lamentou a perda: “Tentei fazer tudo certo, mas tive azar”.
No intervalo o técnico vascaíno Celso Roth fez o óbvio: substituiu Martín Silva pelo reserva Jordi. O Vasco até tentou equilibrar o jogo, mas logo aos 9 minutos Leandro Pereira ampliou. O atacante palmeirense aproveitou cruzamento de Robinho e marcou o quarto, de cabeça.
Aos 33, Egídio arrancou do campo de defesa, passou por vários marcadores, chegou até a área vascaína e, na hora do chute, foi cortado pela defesa do Vasco, perdendo a chance de anotar um gol de placa. No minuto seguinte, o Vasco finalmente conseguiu marcar o primeiro, graças a um lançamento de Serginho, que achou Riascos em ótima posição. A torcida de São Januário então voltou a apoiar o time da casa, mas a reação parou por aí.
A bela atuação palmeirense foi aplaudida pela torcida. Obrigados a esperar os torcedores vascaínos saírem primeiro do estádio, os alviverdes passaram dez minutos entoando o hino do clube.
FICHA TÉCNICA
VASCO 1 x 4 PALMEIRAS
VASCO – Martín Silva (Jordi); Madson, Aislan (Serginho), Rodrigo e Julio Cesar; Anderson Salles, Guiñazu, Jhon Cley e Andrezinho; Dagoberto (Riascos) e Herrera. Técnico: Celso Roth.
PALMEIRAS – Fernando Prass; Lucas, Victor Ramos, Jackson e Egídio; Gabriel, Arouca, Robinho (Cleiton Xavier) e Dudu; Rafael Marques (Cristaldo) e Leandro Pereira (Lucas Barrios). Técnico: Marcelo Oliveira.
GOLS – Leandro Pereira, aos 3 do primeiro tempo e aos 9 do segundo tempo; Dudu, aos 17, e Victor Ramos, aos 34 do primeiro tempo; Riascos, aos 34 do segundo tempo.
ÁRBITRO – Anderson Daronco (RS).
CARTÕES AMARELOES – Rodrigo, Madson e Dagoberto (Vasco).
RENDA – R$ 348.740,00.
PÚBLICO – 14.875 torcedores (13.775 pagantes).
LOCAL – Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro.
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