Partido Novo chega em busca de presidente e deputado em São José
Sigla elegeu quatro vereadores em diferentes Estados e sem coligações


Agliberto Chagas, líder em São José; Fernando Meira, presidente estadual; Alfredo Fuentes, vice-presidente estadual
André Fressant/Meon
O Partido Novo foi oficializado em 2014 e busca fortalecer a sua presença no interior do Brasil, formando equipes em cidades estratégicas como São José dos Campos, Campinas e Ribeirão Preto, no Estado de São Paulo. O presidente estadual, Fernando Meira, acredita que na RMVale podem estar os futuros candidatos a deputado federal e presidente do Novo.
“Temos uma certeza: São José vai ter candidato pelo Novo. A minha dúvida é quantos, um ou mais”, afirma Meira, que busca encontrar na região pessoas que queiram ser exemplo. “Vamos andar pelo Vale do Paraíba indo buscar as lideranças das cidades, inclusive pessoas que tiverem iniciativa e vierem nos procurar. Teremos o processo reativo e o pró-ativo”, conta.
O Novo conta com 128 afiliados em São José dos Campos, além de 18 voluntários ’30’, nome dado aos gestores do partido, liderados pelo professor de Inovação e Empreendedorismo, Agliberto Chagas, 47 anos. “A partir deste anos vamos fazer um mapeamento na cidade e encontrar mais gente nova para a política. E o Novo está aberto para todas as pessoas que sejam éticas, ficha-limpa e queiram se unir”, relata Chagas.
O ano de 2017 começa com quatro vereadores do partido ocupando cargos em diferentes capitais. A conquista foi garantida em dois anos de presença do partido no cenário político oficialmente e sem coligações.
Foram eleitos Felipe Camozzato, em Porto Alegre; Janaina Lima, em São Paulo; Leandro Lyra, no Rio de Janeiro; e Mateus Simões, em Belo Horizonte. Todos pela primeira vez disputando um cargo político e conquistando, junto com os outros candidatos do partido, cerca de 300 mil votos para a sigla.
Fundo Partidário
O diferencial do Novo, segundo o presidente estadual, é que eles seriam os únicos a não utilizar o dinheiro público para manter o partido. “São cerca de R$ 1 bilhão repassados aos partidos todos os anos. Um dos maiores absurdos e que precisa ser mudado, mas não tínhamos escolha, recebíamos o valor ou se recusássemos ele iriam redistribuir entre os outros partidos”, explica.
A nova sigla afirma guardar o valor repassado em uma conta à parte, que não está sendo usada pelo partido. “Tentamos por duas vezes doar, para a Polícia Federal e para creches, mas em ambas as situações não fomos permitidos pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Então, vamos achar uma maneira de usar para a sociedade e não para sustentar o Novo, completa Fernando Meira.
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