Poupar é a melhor saída para um 2017 mais saudável financeiramente

Brasileiros precisam controlar os gastos altos, aponta economista

Escrito por: Rodrigo Machado3 min de leitura
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Gastos

Qual é o segredo para equilibrar as contas no início do ano?

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O período de férias chegou e com ele alguns gastos como a revisão do carro, viagem, além das contas, que não param para dar um alívio no saldo. Em janeiro, os impostos e o material escolar chegam para dar início ao novo ano. Ou seja, o consumidor precisa estar atento para não passar sufoco neste período.

A dificuldade de acesso ao crédito e o desemprego aumentaram consideravelmente, o que fez com que as famílias passassem por uma readequação em seu planejamento financeiro, segundo o professor de finanças do Isae – Escola de Negócios, Pedro Salanek.

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IPVA pesa no bolso do brasileiro

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“Deve-se buscar uma reavaliação daquilo que é suficiente para aquisição, tanto de bens de consumo como também dos bens duráveis. Um controle antecipado daquilo que poderá ser gasto é obrigatório nesse período, isso envolve inclusive uma mudança de cultura e disciplina financeira do brasileiro. A questão não é quanto ganha, mas sim quanto gasta”, disse.

No início do ano há uma série de tributações e despesas como IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), material escolar, entre outros, são os principais vilões, por isso, o especialista alertou sobre o que é preciso para se ter uma visão dos gastos futuros e segurar ‘no freio’ quando o assunto é gastar.

“Poderíamos até imaginar como se fosse uma despesa antecipada e já guardar dinheiro pra ela agora. O planejamento financeiro deve ser de médio prazo, ou seja, não podemos nos programar apenas com os valores gastos no momento e sim com aquilo que gastaremos nos próximos meses. Se não tiver previsão suficiente de recebimento de recursos no futuro, não terá como honrar esta previsão do pagamento das despesas”, contou.

Pedro Salanek

Professsor de finanças Pedro Salanek

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O planejamento é a saída para não ser surpreendido nestes períodos de maior consumo. Por isso, criar uma planilha com os gastos é necessário para ter tudo sob controle. Ter uma reserva para equilibrar as finanças, pode sim ser uma saída, pois reter uma pequena fonte por mês, não pesa no bolso e ajuda em situações críticas.

“Quando você recebe o dinheiro, automaticamente um percentual deve ser separado dos gastos diários como reserva mesmo. Deve ser guardado em uma conta que você não movimenta rotineiramente (poupança, por exemplo) e considerar como se fosse um pagamento efetuado. Comece a fazer isso com 3%, 5% daquilo que você ganha, e quem sabe no futuro você estará aumentando essa alíquota”, finalizou.

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