Pedro Oliva: de São José dos Campos para o mundo

São 31 anos de idade e 16 deles dedicados ao Kayak. Este é Pedro Oliva, atleta profissional de Kayak Extremo. Nascido e criado em São José dos Campos, Oliva quebrou o recorde mundial da modalidade ao descer a cachoeira de Salto Belo, no Mato Grosso. A descida de 38,6 metros de altura durou três segundos.

Escrito por: Leonardo Gonzaga3 min de leitura
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São 31 anos de idade e 16 deles dedicados ao esporte. Este é Pedro Oliva, atleta profissional de Kayak Extremo. Nascido e criado em São José dos Campos, Oliva quebrou o recorde mundial da modalidade ao descer a cachoeira de Salto Belo, no Mato Grosso. A descida de 38,6 metros de altura durou três segundos. Ao Meon, o joseense falou sobre a vida fora do esporte, além das experiências passadas e futuras.

Você é conhecido mundialmente pelo Kayak. Quem é Pedro Oliva fora das águas?
Fora das águas sou pai de família, empresário, amigo e amante de outros esportes, me preocupo bastante com acontecimentos políticos e por quais caminhos a humanidade está seguindo. As alterações na natureza e a forma com que lidamos com ela são partes do meu pensamento diário. Assim como descer o rio sou, aficionado pelo trabalho. Tenho dificuldade em conseguir descansar, me sinto útil quando estou fazendo algo.

Você já conheceu mais de 30 países pelo mundo. Entre eles, onde encontrou maior identificação e teve as melhores experiências?
Pra mim a Índia é o exemplo de como poderia ser os povos do mundo, são amigáveis, bondosos e simples. Os lugares onde presenciei os maiores índices de felicidade foram nos países pobres, portanto isso me leva a crer que índice de felicidade é inversamente proporcional ao poder aquisitivo. Na Índia tive as melhores experiências entre todas as expedições. Se fossemos aplicar em nossas cidades a fórmula da administração perfeita, juntaria a experiência que tive em todos os países e tiraria as soluções equivalentes a nossa realidade e sem dúvida em um curto espaço de tempo teríamos melhorias muito significativas.

Tem alguma cachoeira que ainda não enfrentou e tem vontade de conhecer?
Sim, ao redor do mundo já saltei muitas cachoeiras, mas nessa trajetória deixei de saltar outras muitas. Acredito que esta tenha sido a fórmula do sucesso, saber dizer não em momentos extremos pode ter salvado minha vida. As cachoeiras que quero saltar ainda por enquanto prefiro manter segredo.

O Pedro Oliva se arrisca em algum esporte que não é radical? Se sim, qual?
Periodicamente gosto de montar a cavalo, de preferência sem cela. Apesar da emoção e do sentimento de troca com esse animal, que é o que mais admiro na natureza, acredito que esse seja o maior risco que eu corra em um esporte que não seja radical. Atualmente perigo e radicalidade vivencio no trânsito percorrendo as rodovias que ligam São Paulo à Rio de Janeiro.

Como é representar São José dos Campos ao redor do mundo?
Esse é um dos meus maiores desafios, conquistar o mundo sem sair da minha terra natal. Sou apaixonado por São José dos Campos, sou joseense com orgulho. Em minha jornada de viagens, faço questão de dizer que moro aqui. A sensação que tenho é que estou vestindo a camisa de nossa cidade colaborando mesmo que de uma forma muito peculiar para o desenvolvimento e ampliação da nossa cultura. Amo São José!

Com 31 anos -desde os 15 se dedicando a esportes radicais-, Pedro Oliva tem algum planejamento fora da intensidade das águas?
Meu planejamento fora da intensidade das águas está ligado ao social e as funções administrativas que possa exercer ao logo da próxima fase da vida. Espero através de minhas ações lincar o sonho esportivo com ações efetivas no desenvolvimento global.

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