Perícia descarta metanol em bebidas consumidas por Hungria
Vodca ingerida pelo rapper não tinha substância tóxica

A perícia realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) descartou a presença de metanol nas amostras de vodca consumidas pelo cantor Gustavo da Hungria Neves, o Hungria Hip Hop, de 34 anos. Segundo os investigadores, todas as amostras analisadas não apresentaram a substância tóxica, mas um dos frascos foi identificado como bebida falsificada.
Quadro de saúde
Internado no Hospital DF Star, em Brasília, Hungria apresenta melhora clínica. Em coletiva, o médico assistente Leandro Machado explicou que o rapper apresentou sintomas como visão turva, mas exames oftalmológicos afastaram risco de cegueira. “Ele não corre risco de perder a visão. A rapidez no atendimento foi crucial”, afirmou a equipe médica.
Investigação em andamento
A PCDF já apreendeu lotes das bebidas suspeitas em uma distribuidora e em um supermercado da capital federal. As amostras foram enviadas ao Instituto de Criminalística para análise detalhada.
A distribuidora Amsterdan, em Vicente Pires, foi interditada por não ter licença de funcionamento e apresentar indícios de venda de bebidas clandestinas. Todo o estoque suspeito foi apreendido.
Na próxima semana, os comerciantes que venderam as bebidas ao cantor serão ouvidos pelos investigadores. A operação envolve a Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), a Vigilância Sanitária (VISA-DF), a Anvisa e o Ministério da Agricultura (MAPA).
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