Polícia pede quebra de sigilo telefônico de investigados em caso de estupro coletivo
Quatro jovens já são réus no processo e se entregaram à polícia

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro solicitou à Justiça a quebra do sigilo telemático e telefônico dos quatro jovens investigados por participação no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro.
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Os suspeitos já se tornaram réus no processo e se entregaram às autoridades. No entanto, segundo os investigadores, os celulares que teriam sido usados para troca de mensagens antes e depois do crime ainda não foram entregues à polícia.
Durante diligências realizadas em endereços ligados aos acusados, os aparelhos também não foram localizados.
Adolescente investigado pode ter participado do crime
O delegado responsável pelo caso, Ângelo Lages, titular da 12ª Delegacia de Polícia de Copacabana, informou nesta quarta-feira (4) que também solicitou à Justiça busca e apreensão contra um adolescente investigado por possível participação no crime.
De acordo com a investigação, o jovem teria proximidade com as vítimas e é apontado como possível mentor da ação. O pedido, porém, recebeu inicialmente parecer contrário do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).
Segundo o delegado, o adolescente possuía relação de confiança com as vítimas e já teria mantido um relacionamento anterior com uma delas.
Ainda conforme a polícia, imagens analisadas na investigação mostram o jovem aparecendo após a saída da vítima do apartamento, fazendo gestos que, segundo o delegado, seriam de comemoração.
Outras ocorrências investigadas
Paralelamente, a Polícia Civil também investiga outros dois episódios que podem ter ligação com os mesmos suspeitos. Um dos casos teria ocorrido em 2023 e o outro em outubro do ano passado.
Audiência de custódia
Dois dos réus, João Gabriel Xavier Bertho e Matheus Verissimo Zoel Martins, devem passar por audiência de custódia na tarde desta quinta-feira (5), conforme informações do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ).
A audiência avalia a legalidade das prisões e a manutenção das medidas cautelares determinadas pela Justiça.
A defesa de João Gabriel nega as acusações e afirma que a jovem teria consentido com a presença dos demais no quarto. Já a defesa de Matheus não foi localizada até o momento. Durante depoimento na delegacia, o investigado optou por permanecer em silêncio.
A investigação segue em andamento para esclarecer completamente as circunstâncias do caso e a participação de cada um dos envolvidos.
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