CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha

Comissão quer acesso a dados bancários e fiscais após menções ao seu nome em apuração da PF

Escrito por: Rubens Baracho2 min de leitura
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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga supostos desvios em repasses de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social aprovou, nesta quinta-feira (26), a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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A comissão apura um esquema de descontos indevidos em benefícios pagos a aposentados e pensionistas. O nome de Lulinha foi citado como possível beneficiário em uma das fases da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal, embora ele ainda não tenha sido formalmente alvo da investigação.

Suposto envolvimento

Segundo depoimentos colhidos pela Polícia Federal, investigadores identificaram menções diretas e indiretas a Lulinha, que o apontariam como possível “sócio oculto” de Antônio Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, apontado como intermediador do esquema.

Em depoimento, o ex-funcionário Edson Claro afirmou que Lulinha receberia uma “mesada” de R$ 300 mil. O mesmo valor aparece em mensagens atribuídas a Antunes, nas quais ele menciona a necessidade de repassar R$ 300 mil ao “filho do rapaz”.

O presidente Lula declarou publicamente que, caso haja comprovação de irregularidades, o filho deverá responder pelos atos.

Quebra de sigilo

O requerimento para quebra dos sigilos foi apresentado pelo relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AP). Com a aprovação, a comissão poderá acessar extratos bancários, movimentações financeiras, declarações de Imposto de Renda e contratos vinculados a Lulinha, a fim de verificar eventual compatibilidade com os valores mencionados nas investigações.

Outros requerimentos

Na mesma sessão, 87 requerimentos foram aprovados, incluindo pedidos de convocação de autoridades e a quebra de sigilo bancário e fiscal do Banco Master, investigado por supostas fraudes financeiras.

A reunião foi marcada por tensão entre parlamentares da base governista e da oposição. Até então, governistas vinham conseguindo barrar requerimentos da oposição, mas, desta vez, os pedidos foram aprovados em votação em bloco. A sessão acabou sendo suspensa após confusão entre integrantes da comissão.

As investigações seguem em andamento tanto no âmbito parlamentar quanto na esfera policial.

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