Pré-candidatos do Novo, Felipe D’Ávila, Vinicius Poit e Sérgio Victor falam ao Portal Meon; confira

Cientista político deve ser o candidato da sigla para presidência da República; Poit e Victor concorrerão ao Governo de SP e por uma vaga na Alesp

Escrito por: Gabriel Campoy4 min de leitura
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Na manhã desta segunda-feira (6), o Portal Meon recebeu para uma entrevista em sua sede no Jardim Colinas, zona oeste de São José dos Campos, os pré-candidatos do Partido Novo aos cargos de deputado estadual por São Paulo (Sérgio Victor), governador do estado de São Paulo (Vinicius Poit) e presidente da República (Luiz Felipe D’Ávila).

O bate-papo serviu para que os pré-candidatos pudessem falar de suas propostas em nível regional, estadual e nacional, elencando ideias e soluções para um caminho de prosperidade. Crítico do atual governo e das gestões petistas, o cientista político Luiz Felipe D’Ávila afirmou que o Brasil “irá evoluir quando se livrar de populismos de esquerda e direita”.

“Estamos em recessão. Temos pessoas passando fome e o poder de compra cada vez mais em baixa. Precisamos fugir dessas dualidades para que o Brasil deixe de ser refém desses caudilhos”, afirmou.

D’Ávila ainda enfatizou a importância que regiões como a RMVale detém para o país em questões como o turismo, que, na sua visão, é um dos pontos que se tem pouquíssima visão e atenção por parte das administrações políticas.

“O turismo é a indústria mais mal explorada no país. O Brasil inteiro tem seis milhões de turistas por ano. Esse é o número que visita a torre Eiffel em Paris. O mesmo número de visitas em um monumento na França é o mesmo número de turistas ao longo do ano no Brasil. Ou seja, nós não conseguimos explorar o turismo brasileiro”, enfatizou.

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Poit critica gestão Doria: “por que o Rodrigo Maia é secretário de estado em São Paulo?”

Já o deputado federal Vinicius Poit, questionado sobre qual seria a insatisfação do campo liberal com o governo de João Doria em São Paulo, destacou o número de secretarias criadas por Doria, além da burocratização imposta pela administração em muitos projetos apresentados na Alesp

“O estado se faz necessário. Não estamos com discurso de estado mínimo. Isso não existe. Não falamos disso aqui. Queremos um estado necessário para a população. Temos que diminuir o número de secretarias estaduais, que na maioria das vezes serve somente para fazer política. Por que o Rodrigo Maia, carioca, é secretário do Doria? Qual a função dele? Temos que focar no que é preciso. O estado precisa estar na educação, na saúde, em áreas estratégicas”, afirmou Poit.

O deputado do Novo deverá ser uma das representações da direita no pleito de 2022 na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes. Aprovado no “processo seletivo” do Partido Novo, Poit será o nome apontado pela sigla para concorrer à sucessão de Doria.

“(O PSDB) é um partido que se perpetua no poder há mais de 30 anos. Isso precisa acabar. É necessário existir a alternância de poder. O PSDB parece não querer isso. Está na hora do Estado de São Paulo trabalhar para a população paulista, e não para uma máquina que só busca ficar se reelegendo”, finalizou.

Sérgio Victor quer reeleição na Alesp para “manter agenda liberal”

Em sua fala, o deputado estadual Sérgio Victor, que será candidato à reeleição pelo Partido Novo no legislativo da Alesp, enfatizou o trabalho que realiza atualmente, na busca por desburocratização de serviços e de educação empreendedora.

“Em São José dos Campos as escolas municipais têm a educação empreendedora desde 1998. Eu acho isso muito importante. A cidade, inclusive, mostra essa herança nos dias atuais, pulsando o empreendedorismo. Minha missão é transformar o Vale em um lugar mais empreendedor e menos burocrático”, destacou.

Sérgio Victor ainda afirmou que, caso eleito, Poit facilitaria bastante as pautas discutidas e apoiadas por ele na Assembleia Legislativa, dando uma “oxigenação” na agenda liberal do estado.

“Seria muito mais fácil meu trabalho. O meu trabalho aqui nesse cenário regional é pegar tudo o que discutimos no cenário macro nacional e transformar em realidade no Vale”, ressaltou.

Por fim, o deputado ainda aproveitou para destacar que discorda da posição do prefeito joseense Felício Ramuth, que em entrevista, há um mês, afirmou que o Uber Moto “não seria bem-vindo em São José dos Campos”. A frase gerou polêmica e resultou até em um projeto de lei apresentado pelo vereador.

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