Prefeito de SP justifica muro na Cracolândia
Em resposta ao STF, Ricardo Nunes, afirma que ação preventiva é essencial para a segurança

A Prefeitura de São Paulo respondeu ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a construção do muro de alvenaria na região da Cracolândia. Em sua defesa, a administração do prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que a medida não tem a intenção de segregar ou excluir pessoas em situação de rua, mas sim proteger a população de possíveis acidentes, como atropelamentos, na área.
O município argumentou que, caso o muro seja demolido, os danos seriam irreparáveis. Além disso, a prefeitura explicou que a estrutura substitui os tapumes de metal, que eram frequentemente depredados, e que o projeto faz parte do programa Cena Aberta de Uso (CAU), voltado para o atendimento e inclusão de pessoas em vulnerabilidade social.
A defesa municipal refutou as alegações de entidades como a Defensoria Pública, a ONG Craco Resiste e o PSol, que argumentam que o muro isola os frequentadores da região. A Prefeitura ressaltou que o muro é apenas uma das ações de apoio e que, entre 2024, 679 pessoas obtiveram autonomia financeira, 308 conquistaram moradia e 261 restabeleceram vínculos familiares com o auxílio do programa.
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