Prefeitura do Rio assume gestão de hospitais estaduais em meio à crise na saúde
A Prefeitura do Rio de Janeiro iniciou o processo para assumir a gestão de dois hospitais geridos pelo governo estadual. Na manhã desta quarta-feira, 6, autoridades do Estado e do município estiveram reunidas para formalizar a transferência da administração do Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, e do Hospital Rocha Faria, em Campo Grande,…

A Prefeitura do Rio de Janeiro iniciou o processo para assumir a gestão de dois hospitais geridos pelo governo estadual. Na manhã desta quarta-feira, 6, autoridades do Estado e do município estiveram reunidas para formalizar a transferência da administração do Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, e do Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, ambos na zona oeste do Rio.
A municipalização das duas unidades de saúde foi anunciada na terça-feira, 5, em meio a uma das piores crises que a rede pública de saúde do Rio já enfrentou. Os dois hospitais enfrentam problemas no atendimento ao público. Em dezembro, a emergência do Albert Schweitzer chegou a ficar suspensa.
O secretário de Governo da Prefeitura, Pedro Paulo Carvalho, disse que os dois hospitais continuarão administrados por organizações sociais (OSs). Ele também anunciou que as duas unidades receberão ainda na quarta-feira um aporte financeiro de R$ 26 milhões. Os recursos integram parte da segunda parcela do empréstimo feito pela prefeitura ao Estado eme dezembro do ano passado, no valor total de R$ 100 milhões.
De acordo com o secretário, R$ 20 milhões vão para o Hospital Albert Schweitzer e R$ 6 milhões serão destinados ao Hospital Rocha Faria. “Esse dinheiro vai manter o salário dos funcionários em dia e os serviços em funcionamento”, afirmou. De acordo com ele, a prefeitura assume os hospitais sem ter de arcar com dívidas do governo estadual com as OSs, pois “está tudo em dia”.
O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, disse que o contrato com a OS Hospital Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ), responsável por administrar o Albert Schweitzer, será rompido no próximo dia 31. “Vai ser de forma amigável, não teremos que ressarcir”, disse. O contrato terminaria em fevereiro de 2017.
A partir de 1º de fevereiro deste ano, um contrato emergencial com a HMTJ deverá passar a vigorar, com prazo de 180 dias. Neste período, uma concorrência pública será realizada para contratação de uma nova OS que vai gerir ol Albert Schweitzer. O trâmite será o mesmo em relação ao Hospital Rocha Faria, mas ainda não há definição se a OS Pró-Saúde continuará na unidade de saúde no período de contrato emergencial.
O Hospital Albert Schweitzer possui 484 leitos e realiza cerca de 10,5 mil atendimentos mensais. O Rocha Faria conta com 300 leitos e recebe por volta de 10 mil pacientes por mês.
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