Processo do Sindicato contra Embraer, por demissão em massa, é extinguido pela Justiça do Trabalho

Decisão foi tomada unanimemente pelos dez desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região

Escrito por: Fernanda Niquirilo2 min de leitura
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Nesta quarta-feira (14), a Justiça do Trabalho extinguiu o processo do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos contra a Embraer, pela demissão em massa de trabalhadores.

Em setembro de 2020, a empresa demitiu 2,5 mil trabalhadores sendo, 1,6 mil desligamentos em adesões ao (PDV) Plano de Demissões Voluntárias e mais 900 cortes por redução do quadro de funcionários.

Todos os dez desembargadores do TRT-15 (Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região), em Campinas, votaram pelo fim do processo.

A decisão abrange o pedido feito pelo Sindicato de Araraquara, que representa trabalhadores demitidos em Gavião Peixoto.

De acordo com o sindicato, a entidade classificou a decisão como “absurda” e informou que irá recorrer.

“O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região lamenta profundamente a decisão do Tribunal, que se apegou a uma questão lateral e se furtou a julgar o tema principal, as 2.500 demissões arbitrárias realizadas pela Embraer, companhia que recebe bilhões em dinheiro público”.

O que diz a Embraer

Em nota, a empresa informou que, desde o início da pandemia, tem adotado uma série de medidas para preservar empregos, como trabalho remoto, licença remunerada e férias coletivas. Além disso, negociou redução de jornada, suspensão de contratos e PDVs (Plano de Demissão Voluntária), com o objetivo de zelar pela saúde dos colaboradores e garantir a continuidade dos negócios.

De acordo com a Embraer, no ano passado, a companhia conduziu negociações e apresentou proposta de benefícios adicionais aos colaboradores desligados, em razão da necessidade de ajuste na sua estrutura para enfrentar impactos da Covid-19 e do cancelamento da parceria com a Boeing. Segundo a empresa, os Sindicatos de São José dos Campos e Araraquara foram os únicos que decidiram não submeter a proposta para votação.

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