Professora Polyana Gama (PPS), quer unir a sociedade para modernizar Taubaté
Metrópole Magazine recebeu em sua redação a vereadora Professora Polyana Gama (PPS)


Professora Polyana Gama (PPS), quer unir a sociedade para modernizar Taubaté
Adriano Pereira/Meon
O Meon continua reproduzindo trechos das entrevistas produzidas pela Revista Metrópole Magazine com os pré-candidatos às prefeituras das cidades de São José dos Campos, Taubaté e Jacareí. Resgatando disponibilizando aos leitores uma outra plataforma para conhecer os candidatos, além das que também estão disponíveis na íntegra em formato digitalizado. Relembre agora como foi a entrevista com a Professora Polyana Gama (PPS), de Taubaté publicada em nossa edição de fevereiro.
Metrópole Magazine recebeu em sua redação a vereadora Professora Polyana Gama (PPS), (em janeiro) a única pré-candidata já definida para as eleições municipais desse ano em Taubaté. Muito simpática, ainda mantém o ar professoral de quem nasceu com o dom de ensinar.
Aos 40 anos, casada com o Deputado Estadual Davi Zaia, mãe de Maria Júlia, de 15 anos, e nascida em Taubaté, a vereadora vem conquistando espaço na política de sua cidade, por manter uma postura combativa, voltada para o interesse público.
Educadora, escritora, pós-graduada em Gerente de Cidades pela FAAP e vereadora por vários mandatos, destaca-se por seu trabalho pela educação e valorização de seus profissionais.
Nessa entrevista, Polyana afirma que Taubaté precisa de renovação na administração municipal, fala sobre o ‘monopólio’ da administração com duas famílias – Peixoto e Ortiz, e explica quais seriam suas ações concretas de desenvolvimento para o município.
Sempre que pode, você critica o fato de Taubaté estar nas mãos de duas Famílias – Peixoto e Ortiz – Por quê?
Eu vejo, ao longo da história recente de Taubaté, todos fazendo parte de um mesmo grupo. Nas eleições passadas, quem disputou e ganhou? Nós vemos o Peixoto sendo vice do Bernardo Ortiz, depois sendo apoiado pelo Bernardo e se elegendo prefeito.
O Ortiz Júnior iniciou seu trabalho na prefeitura junto com o Roberto Peixoto, e depois de um tempo, eles brigaram, houve uma desavença, e a partir daí, é que vemos o Peixoto de um lado, e o Ortiz de outro. Mas quando se tem um olhar macro dos últimos 30 anos, percebe-se que tem hora que estão todos juntos, hora todos separados. É como a antiga política do Café com Leite, pois parece que tem certa combinação.
Mas há uma polarização em Taubaté?
Não sinto essa polarização. Existe um grupo, que praticamente domina a cidade há 30 anos, e que diante de qualquer dificuldade culpa as administrações anteriores, esquecendo-se da responsabilidade de ter colaborado para que isso acontecesse.
Qual o cenário atual das eleições em Taubaté?
Hoje, nós temos algumas possibilidades de candidatura. Eu sou pré-candidata à prefeita pelo PPS, me sinto muito honrada e encaro como um grande desafio. O povo taubateano é trabalhador, e temos possibilidades de crescermos ainda mais. As pessoas querem novos rumos para a cidade.
Sob o ponto de vista das eleições que se aproximam, como Taubaté tem televisão, uma das coisas que meu partido e eu como candidata temos que contemplar na estratégia é essa questão do tempo de TV no horário eleitoral. Com a situação do atual Prefeito Ortiz Júnior ainda indefinida, podemos dizer que a princípio, temos, no mínimo, três candidatos à Prefeitura. Nessa situação, estamos buscando aliados, conversando com todos os partidos.

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Vamos falar de política para a cidade. Como contornar a queda de arrecadação? Como resolver o desenvolvimento econômico em Taubaté e região?
O setor que mundialmente mais cresce é o da inovação, da criatividade, e eu acredito que diante da crise é isso que nós precisamos: inovar. E inovar passa por uma reorganização dos setores aqui na região.
A característica do Vale do Paraíba é industrial e vinculada ao setor automobilístico, que está em queda por uma série de fatores, gerando redução da produção e demissões, isso depois de um ciclo muito forte de facilidades de crédito para a venda de carros. As pessoas hoje estão endividadas e desempregadas. Diante disso, há um efeito cascata na arrecadação das cidades, que com a diminuição da atividade econômica, começa a cair, ao mesmo tempo em que crescem as despesas, pois a demanda nos serviços públicos vai crescer.
É hora de começar a inovar, buscar outros segmentos, e não vai se colher resultados imediatos, temos que realizar ações de curto, médio e longo prazo. Um governo não pode pensar a cidade apenas em quatro anos. Ele tem a obrigação de planejar a cidade para os próximos 20 anos. Precisa reorganizar a cidade, ouvir mais os empresários.
Precisamos olhar para o setor da inovação, trabalhando com quem atua no mercado com todos os outros segmentos, ouvindo quem faz. Esse pessoal pensa no lucro? Pensa! Só que é desse lucro que vem a arrecadação do município, que gera empregos para as famílias da cidade. Penso que aumentar esse diálogo com os setores pode possibilitar a geração de renda e estabilizar o que sentimos hoje.
Taubaté teve queda de arrecadação muito acentuada nos últimos anos, não fazemos superávit no município. A máquina administrativa da cidade não é informatizada, os sistemas não são interligados, as ações da prefeitura são muito morosas, precisa readequar a fiscalização. Temos que cuidar de vários setores ao mesmo tempo e equilibrar isso, para termos uma estrutura sólida e melhor para a cidade, mas que não seja só promessa de campanha.
A entrevista completa você encontra na versão digital da Metrópole Magazine Clique aqui.
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