Professora vítima de feminicídio é velada em São José quase dois meses após o crime

O ex-marido segue detido como principal suspeito do assassinato

Escrito por: Samuel Strazzer2 min de leitura
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Reprodução Redes Sociais
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A professora, Priscila Tatiane, de 28 anos, vítima de feminicídio, será velada em São José dos Campos nesta quinta-feira (10) – quase dois meses após o crime. O ex-marido segue detido como principal suspeito do assassinato.

Na última semana, a polícia recebeu os laudos técnicos confirmando que o corpo encontrado carbonizado no dia 18 de julho era de fato o da professora.

Priscila será velada no Velório Municipal às 14h e enterrada no cemitério Padre Rodolfo Komorek, no centro da cidade.

Entenda o caso

Priscila saiu para fazer compras em um supermercado por volta das 19h do dia 17 de julho e não vou voltou mais. O irmão da vítima acionou a polícia após não ter mais notícias sobre a jovem.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação começou em 18 de julho, após o corpo da vítima ser encontrado carbonizado no Jardim Ângela, zona leste de São Paulo. Moradores viram o carro pegando fogo em uma estrada pouco movimentada e acionaram o Corpo de Bombeiros. A corporação apagou o fogo e encontrou a vítima no banco de trás do veículo.

No local, a polícia encontrou uma lata e uma garrafa, ambas de cerveja dentro do veículo. O corpo da vítima foi levado para a perícia, junto com os objetos apreendidos.

No dia 16 de agosto deste ano, a família chegou a fazer uma manifestação em São José pedindo justiça por Priscila. Movimentos feministas participaram do ato que também protestou contra os casos de feminicídio na região.

O homem, de 34 anos, suspeito de ter matado a ex-mulher, foi encontrado e detido em São Paulo no dia 19 de agosto. A vítima teve dois filhos com o suspeito, com quem teve um relacionamento de quase 10 anos. Eles estavam separados há mais de um mês.

De acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), uma garrafa de cerveja, da mesma marca encontrada na cena do crime, foi recolhida na casa do suspeito. Apesar dele negar, a delegada Magali Celeghin Vaz, responsável pelo inquérito, disse ter evidências suficientes para acreditar na culpa do indiciado.

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