Professores e pais de alunos questionam municipalização de escolas em São José
Pontos abordados incluem modelo das escolas e falta de diálogo no processo; Prefeitura divulga nota

O Prefeito de São José dos Campos, Anderson Farias (PSD), anunciou na segunda-feira (24) a municipalização de 17 escolas de ensino fundamental na cidade, que até então eram estaduais.
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Na prática, a medida altera a administração destes colégios e transfere cerca de oito mil alunos para o poder municipal, enquanto os professores, tanto efetivos quanto estáveis. poderão optar se continuarão nestas escolas ou se irão preferir transferência para as estaduais.
De acordo com a Prefeitura, a mudança terá um custo de R$ 30 milhões por ano e será feita de forma gradativa até 2025.
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Entretanto, professores e responsáveis de alguns alunos questionam a alteração e alegam que a mudança causou surpresa. “Fomos na Câmara e nos disseram que a comunidade era a favor da municipalização, mas não sei da onde eles tiraram isso. Todo mundo (os pais e os professores) ficou sabendo através das redes sociais, não foi passado a ninguém”, disse uma das professoras que entrou em contato com o Meon.
A mãe de uma aluna da EE Suely Antunes de Mello também contestou a falta de diálogo no processo. “Ninguém foi informado sobre isso. As crianças só chegaram em casa falando da mudança. Nem a equipe gestora foi consultada, eles ficaram sabendo na sexta-feira (21) à tarde que ontem (terça-feira, dia 25) haveria uma reunião na Câmara para falar sobre a mudança. Ou seja, já estava tudo decidido”, disse.
Outro ponto abordado por esta mãe é a mudança no modelo do colégio. Atualmente, o Suely Antunes de Mello funciona como PEI (Programa de Ensino Integral), com os alunos entrando às 7h30 e saindo às 16h30. “Nosso principal questionamento não é a qualidade de ensino, o problema é a mudança do PEI. A Prefeitura não tem a chamada jornada estendida e para mães que trabalham, o horário atual ajuda muito”.
A questão do modelo também foi argumento de outra mãe de um aluno do mesmo colégio. “Eles disseram que todas as escolas integrais garantiriam o integral como já era. Porém, não perguntaram nada e a gente sabe que o integral da prefeitura não é realmente integral. É regular, com alguns projetos. As crianças que ficam no ensino integral tem pais que trabalham o dia todo. O Suely Antunes passa a ser uma escola itinerante, porque nem todos que estudam lá são do bairro, os pais trabalham o dia todo e não tem onde deixar as crianças”.
OUTRO LADO
O Meon procurou a Secretaria de Educação de São José dos Campos para comentar sobre o assunto. Em nota, a pasta aponta que os horários de funcionamento serão mantidos e que as etapas de mudança serão feitas de forma gradual.
Confira a nota na íntegra:
“A Prefeitura esclarece que o modelo de ensino integral será mantido, com o mesmo horário de funcionamento atual da escola. O processo de municipalização será implementado de forma gradativa até 2025, conforme o Plano Municipal de Educação. As etapas incluem aprovação de lei e formalização de convênio, adequação gradativa da proposta pedagógica das escolas, implantação das tecnologias educacionais e de processos e rotinas da rede de ensino municipal.”
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