Promessa joseense sonha em brilhar com a 10 do São Paulo

A Copa do Mundo tem um gosto especial para o joseense João Pedro Marques. Jogador da equipe sub-17 do São Paulo Futebol Clube, o jovem de 17 anos vê no mundial uma inspiração para continuar firme na difícil escalada até atingir o profissionalismo.

Escrito por: João Pedro Teles3 min de leitura
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João Pedro com a camisa do São Paulo

Arquivo pessoal

A Copa do Mundo tem um gosto especial para o joseense João Pedro Marques. Jogador da equipe sub-17 do São Paulo Futebol Clube, o jovem de 17 anos vê no Mundial uma inspiração para continuar firme na difícil escalada até atingir o profissionalismo.

Meia de criação titular da equipe do Morumbi, Marques quer traçar um caminho de destaque no futebol profissional. Inspirado no talento de craques da posição como Kaká e Paulo Henrique Ganso, o joseense aposta justamente na habilidade como principal arma para se promover em um ambiente tão competitivo.

Entretanto, o meia sabe que para o futebol moderno apenas o talento não basta, ainda mais em um time cujo treinador da equipe principal é nada menos do que Muricy Ramalho, do famoso bordão “aqui é trabalho, meu filho”.

“Atualmente tem que ser assim mesmo. A gente precisa aliar a marcação com o talento e criação de jogadas. Basta ver esses jogadores de meio-campo que estão subindo para o time profissional. Todos eles têm responsabilidade na marcação e também saem para o jogo. E se não marca o técnico cobra depois”, afirma.

O craque de São José dos Campos mora no centro de treinamento de Cotia, o mais moderno do país dedicado às categorias de base. O CT é moradia de Marques desde os 14 anos, quando deixou sua casa na cidade para ir em busca do sonho de ser jogador de futebol.

Apesar de estar na categoria de base, o jogador afirma que o ritmo de trabalho é intenso. Os treinamentos acontecem todos os dias e há uma grande cobrança por resultados. A equação entre a pressão e a pouca idade acaba resultando em um grande número de desistências.

“Muita gente acaba abandonando o futebol por não aguentar essa pressão. Eu mesmo já pensei em desistir várias vezes. Mas essas horas penso que já cheguei até aqui e que não vale a pena voltar atrás”, comenta.

Para João Pedro, a competitividade entre os jogadores é a maior dificuldade encontrada no caminho para a profissionalização. O jogador afirma que há muitas opções para as mesmas posições, o que cria uma competitividade cruel entre os companheiros de equipe.

“Só na minha posição são oito jogadores. Todo mundo quer se destacar, quer ter oportunidade. Lidar com essa cobrança não é fácil, mas é nessas horas que é preciso amadurecimento”, comenta.

Sonho
Ao falar do restante da carreira, João Pedro prefere pensar em um passo de cada vez. O primeiro deles é subir para o time profissional.

“É o mais difícil. O nível do futebol profissional é muito alto e garantir um espaço no time exige abdicar de uma porção de coisas comuns às pessoas da minha idade. Mas encaro isso com naturalidade”, afirma o jogador que sonha em vestir a camisa 10 do São Paulo.

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