Psicóloga esportiva vê seleção forte mentalmente rumo ao hexa

A seleção brasileira entra em campo na tarde desta quinta-feira (12) para iniciar a corrida rumo ao hexacampeonato dentro de casa. Porém, antes pensar em vencer a disputa contra a Croácia, os jogadores vão precisar travar uma batalha contra os nervos.

Escrito por: João Pedro Teles3 min de leitura
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Especialista aponta Fred como ponto de equilíbrio do time

Divulgação

A seleção brasileira entra em campo na tarde desta quinta-feira (12) para iniciar a corrida rumo ao hexacampeonato dentro de casa. Porém, antes pensar em vencer a disputa contra a Croácia, os jogadores vão precisar travar uma batalha contra os nervos.

O time inexperiente -17 dos 23 convocados nunca disputaram uma Copa- terá de lidar com a responsabilidade de garantir a inédita conquista em casa e apagar o “fantasma” da derrota em 1950 na final diante do Uruguai. Para isso, mais do que um grande escrete, o país vai ter que contar com jogadores que não se submetam às pressões.

De acordo com a especialista em psicologia esportiva Juliana Veloso, de São José dos Campos, ao entrar no túnel que dá acesso ao gramado, o atleta precisa focar no que foi treinado e esvaziar a cabeça das tensões. A especialista afirma que nessas horas o autoconhecimento é fundamental.

“O jogador precisa ser dono de suas emoções. Precisa conhecer suas reações para identificar quando o nervosismo começa a tomar conta. Quando isso acontecer, fazer exercícios de respiração e manter o foco nos pensamentos positivos são atividades fundamentais”, comenta.

Apesar de entender que a pressão pelo título pode ser um obstáculo para o sucesso da seleção, a psicóloga acredita no equilíbrio do time. Se durante a Copa passada a seleção foi vítima de uma verdadeira pane mental no segundo tempo das quartas de final contra a Holanda, este ano a história deve ser outra.

Confiante no trabalho de Luiz Felipe Scolari, a psicóloga afirma que a preparação está sendo acertada desde o momento da escalação dos jogadores. Para ela, atletas jovens representam mais gana pela vitória.

“Acredito que fora de campo o Felipão passa muita confiança para os jogadores. Já dentro de campo eu vejo no Fred a figura mais equilibrada do time. É ele quem pode chamar a responsabilidade quando as coisas estiverem mais complicadas”, afirma.

Cuidados
Se a motivação é um trunfo dessa seleção, justamente a fome de títulos pode acabar sendo uma armadilha para a seleção brasileira. A psicóloga alerta que muita vontade de ganhar pode resultar em uma bagunça tática letal para a seleção.

“Não dá para ganhar desorganizado. Por mais vontade que o atleta tenha de ganhar, imagina se os dois laterais se mandam para o ataque e deixam a defesa desguarnecida? Por isso o atleta nunca pode se esquecer do que foi treinado anteriormente”, diz.

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