Quando o assunto é carro, sedãs estão no topo da briga
No meio do caminho entre os sedãs de entrada e os médios há os chamados compactos “premium”. Nas versões sem pedal de embreagem, comparamos a opção LX do City, a R$ 62.900, o Fiesta Titanium, a R$ 64.590, e o Linea Absolute, a R$ 66.450, que brigam para conquistar espaço em um dos segmentos mais disputados do mercado. Líder de vendas, o Honda acaba de mudar de geração, ficou maior, mais bonito e, embora cobre caro por isso, traz mudanças que lhe fizeram tão bem a ponto de garantir a vitória nesse confronto.


O Linea ainda tem visual interessante, mas não consegue esconder a idade diante de concorrentes mais modernos
Divulgação/Fiat
No meio do caminho entre os sedãs de entrada e os médios há os chamados compactos “premium”. Nas versões sem pedal de embreagem, comparamos a opção LX do City, a R$ 62.900, o Fiesta Titanium, a R$ 64.590, e o Linea Absolute, a R$ 66.450, que brigam para conquistar espaço em um dos segmentos mais disputados do mercado. Líder de vendas, o Honda acaba de mudar de geração, ficou maior, mais bonito e, embora cobre caro por isso, traz mudanças que lhe fizeram tão bem a ponto de garantir a vitória nesse confronto.
A aparente disparidade entre os três concorrentes é alinhada pelo preço. O City avaliado é o mais barato do trio, mas fica devendo equipamentos importantes, presentes nos rivais. O Fiesta, por sua vez, é muito bem equipado, mas perde pontos no espaço interno e no custo de manutenção. Já o Fiat tem, na versão de topo, o maior valor de tabela, além do câmbio automatizado Dualogic, um dos maiores entraves diante da caixa CVT do Honda e da moderna transmissão robotizada de duas embreagens do Ford. Além disso, vai encarecendo de forma astronômica conforme o cliente vai adicionando os opcionais.
O City padece do mesmo mal nas versões EX e EXL, mais recheadas, que encostam nos R$ 70 mil.
É certo que nenhum deles é barato, mas o Honda ainda é o melhor negócio. Mesmo assim, venceu a batalha por poucos pontos.
City tem ótimo conjunto
A mudança de geração deu um ar mais maduro ao sedã da Honda, que na fase anterior tinha jeitão muito simplório. Com traços bem mais modernos, o modelo agora tem mais “presença”.
O motor 1.5 flexível de até 116 cv foi mantido, mas o câmbio automático de cinco marchas deu lugar a um CVT de relações infinitas. Isso mudou um pouco o caráter do carro, que tem reações rápidas na cidade e permite que o quatro-cilindros trabalhe em baixas rotações em velocidade de cruzeiro na estrada Por outro lado,anestesiou o comportamento, deixando-o chato de guiar.
A favor, o City é espaçoso, silencioso e econômico. A cabine denota simplicidade sem ser pobre. O acabamento, assim como sua montagem, agrada. A impressão é que dificilmente algo irá despencar antes de vários anos de uso.
O Honda consegue ser “bom de buraco” não raspa a frente em valetas comuns na cidade. Além disso, a suspensão dá confiança para alguma animação nas curvas.
Mas não espere respostas esportivas ou grandes emoções em altas velocidades. Outro senão é a falta de itens que deveriam estar em um sedã de mais de R$ 60 mil. É o caso de sensor de estacionamento e comandos para o som no volante, entre outros.

A mudança de geração deu um ar mais maduro ao sedã da Honda, com traços bem mais modernos
Divulgação/Honda
Fiesta é bom de curva
Uma das armas do Fiesta, além do irretocável comportamento dinâmico, é a extensa lista de itens de série. Por R$ 1.690 a mais que o City intermediário, o Ford de topo traz sete air bags, sendo cinco além dos frontais, controle de estabilidade e assistente de partida em rampas. Como comparação, dessa lista a versão mais cara do City, EXL, tabelada a R$ 69 mil, traz apenas as bolsas laterais.
Uma exclusividade do sedã é seu câmbio automatizado de dupla embreagem. Se por um lado a caixa oferece trocas rápidas, por outro é ruidosa e por vezes indecisa na hora de escolher a marcha ideal.
O motor 1.6 é muito bem acertado, com torque em rotações baixas e funcionamento suave. O propulsor casa bem com a transmissão e o conjunto passa bastante confiança em velocidades altas.
A suspensão é firme, mas lida bem com buracos e ondulações da pista. O sistema se destaca quando o motorista demanda uma tocada mais esportiva do sedãzinho.
O maior calcanhar de aquiles do Fiesta é o espaço interno. O modelo é apertado e perde feio em um dos quesitos mais importantes do segmento: o tamanho do porta-malas. São 465 litros, ante os 500 litros do Linea e os 536 litros do City.
Câmbio
Durante muito tempo a Fiat tentou, sem sucesso, convencer a todos que o Linea era um sedã médio. Após ser reposicionado e reestilizado, o modelo chega à sua melhor forma em anos.
Ainda que seja o mais antigo do trio, tem bom conjunto, mas é traído pelo controverso câmbio Dualogic. Com embreagem simples, a caixa automatizada tem escalonamento correto, mas peca por ser lenta nas mudanças e na capacidade de interagir com o motorista.
As trocas de marcha nem sempre acompanham as demandas do pé direito. Isso acaba tornando difíceis manobras como ultrapassagens.
O Linea é confortável, bem equipado e tem uma das melhores posições de guiar do segmento. A cabine traz mimos como filetes de luz no painel e nas maçanetas internas.
Por preços próximos aos do City, é possível levar a versão Essence com air bags laterais e de cortina e couro nos bancos, algo não disponível no City LX.
A suspensão é bem acertada e o motor 1.8 de até 132 cv gosta de girar alto, situação na qual entrega boas respostas. Há até um “ronquinho”, que não nega a genética italiana.
O Linea ainda tem visual interessante, mas não consegue esconder a idade diante de concorrentes bem mais modernos.

Uma das armas do Fiesta, além do irretocável comportamento dinâmico, é a extensa lista de itens de série
Divulgação/Ford
Dados:
Preço Sugerido
City LX
R$ 62.900
Fiesta Titanium
R$ 64.590
Linea Absolute
R$ 66.450
Motor
City LX
1.5, 4 cil., 16V, flexível1.
Fiesta Titanium
6, 4 cil., 16V, flexível
Linea Absolute
1.8, 4 cil., 16V, flexível
Potência (cv)
City LX
115 (G)/116 (E) a 6.000 rpm
Fiesta Titanium
125 (G)/130 (E) a 6.500 rpm
Linea Absolute
130 (G)/132 (E) a 5.250 rpm
Torque (mkgf)
City LX
15,3 (G)/(E) a 4.800 rpm
Fiesta Titanium
15,4 (G)/16 (E) a 5.000 rpm
Linea Absolute
18,4 (G)/18,9 (E)a 4.500 rpm
Câmbio
City LX
Automático CVT
Fiesta Titanium
Automatizado, 6 marchas
Linea Absolute
Automatizado, 5 marchas
Comprimento
City LX
4,45 metros
Fiesta Titanium
4,4 metros
Linea Absolute
4,58 metros
Entre-eixos
City LX
2,60 metros
Fiesta Titanium
2,48 metros
Linea Absolute
2,60 metros
Tanque
City LX
46 litros
Fiesta Titanium
51,9 litros
Linea Absolute
60 litros
Porta-malas
City LX
536 litros
Fiesta Titanium
465 litros
Linea Absolute
500 litros
País de origem
City LX
Brasil
Fiesta Titanium
México
Linea Absolute
Brasil
O que eles oferecem:
Ar-condicionado
City LX
Série
Fiesta Titanium
Série (digital)
Linea Absolute
Série (digital)
Bancos de couro
City LX
Não disponível
Fiesta Titanium
Série
Linea Absolute
Série
Controlador de velocidade
City LX
Não disponível
Fiesta Titanium
Série
Linea Absolute
Série
Sensor de estacionamento
City LX
Não disponível
Fiesta Titanium
Série
Linea Absolute
Série
Peças para reposição*
Amortecedor traseiro
City LX
R$ 229
Fiesta Titanium
R$ 580
Linea Absolute
R$ 183,89
Farol dianteiro
City LX
R$ 884
Fiesta Titanium
R$ 1.844,70
Linea Absolute
R$ 996,59
Jogo de velas
City LX
R$ 329
Fiesta Titanium
R$ 70,40
Linea Absolute
R$ 69,64
Para-choque dianteiro
City LX
R$ 935
Fiesta Titanium
R$ 1.882,90
Linea Absolute
R$ 851,19
Seguro (cotações feitas pelo Bidu; www.bidu.com.br)*)
Tokio Marien
City LX
R$ 2.709,32
Fiesta Titanium
R$ 2.562,32
Linea Absolute
R$ 3.201,27
HDI
City LX
R$ 1.963
Fiesta Titanium
R$ 2.318,75
Linea Absolute
R$ 2.492,52
Fonte: Montadoras; * Perfil do segurado: homem, 40 anos, morador do centro da capital, uso para ida e volta ao trabalho com garagem nos dois locais.
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