Para Edinho Guedes cada cidadão precisa de um cuidado específico
O interesse pela política foi despertado ainda em casa. Filho de Didi Guedes, ex-vereador de Jacareí, o atual presidente do Legislativo, Edinho Guedes (PMDB), é o segundo mais novo da história da cidade a ocupar o cargo. Aos 11 anos fez parte de um grupo de jovens e garante que foi aí que descobriu a vocação para a vida pública.


Edinho Guedes (PMDB), presidente da Câmara de Jacareí
Warley Leite/Meon
O interesse pela política foi despertado ainda em casa. Filho de Didi Guedes, ex-vereador de Jacareí, o atual presidente do Legislativo, Edinho Guedes (PMDB), é o segundo mais novo da história da cidade a ocupar o cargo. Aos 11 anos fez parte de um grupo de jovens e garante que foi aí que descobriu a vocação para a vida pública.
Nasceu em Jacareí no dia 23 de junho de 1978, Guedes também é advogado e professor universitário, pós-graduado em Direito Tributário pela PUC, Gestão Pública pela Escola de Governo da USP e mestre em Gestão Pública pela Unitau.
Em entrevista ao Meon, Edinho Guedes fala um pouco sobre a carreira, a filosofia que pretende implantar na Câmara e é enfático ao afirmar que todos os setores da cidade precisam de atenção.
Como você entrou na política?
Participava de um grupo de amigos e criamos o evento Judys, onde arrecadamos toneladas de alimentos que foram doados às entidades assistenciais da cidade. Decidimos escolher uma pessoa do grupo para representar de fato a população na administração pública e decidi me candidatar a vereador em 2004. Tive 1.536 votos e fiquei na 1ª suplência do meu partido. Em fevereiro de 2007, assumi uma das cadeiras quando um vereador do meu partido precisou sair e em 2008 e 2011 fui reeleito.
Você é um dos presidentes mais jovens da história da Câmara, como avalia essa situação?
O mais jovem parlamentar foi Malek Assad em 1965, quando tinha 26 anos e eu venho na sequência. Penso que a escolha aconteceu por uma participação popular, as pessoas queriam algo novo, ideias novas e quando vieram me perguntar sobre o cargo, disse que aceitaria com a condição de mudar completamente a Casa, até porque não concordava com a gestão passada.
Qual a principal mudança que aconteceu na Câmara?
Uma das principais foi a exigência para que todos os chefes de gabinete dos vereadores tenham no mínimo ensino superior e os demais assessores ensino médio. Para nossa surpresa, vários estavam fora desse padrão.
E o que o senhor realizou como vereador que considera mais importante?
Existem alguns pontos, mas no ano passado, por exemplo, devolvemos para a prefeitura R$ 6.506 milhões, um recorde na história da cidade, antes disso a maior devolução tinha sido de R$ 1.800 milhão, ou seja, gastamos aproximadamente 70% do que tínhamos e devolvemos 30%. Para esse ano já conseguimos enxugar o orçamento e em 2015 vai ser menor ainda.
Qual o setor da cidade que mais precisa de atenção e cuidados?
Não existe um especificamente, todos sempre precisam ser olhados. Quem está com a saúde boa, está precisando de emprego e não de saúde, e por ai vai. Mas em minha opinião, o maior investimento que a prefeitura deveria fazer é no controle da qualidade dos serviços públicos, isso acontece pouco.
Se o cargo de vereador não fosse remunerado, aceitaria representar seus eleitores?
Com certeza, já faço algumas atuações que no papel não são funções do vereador. Mas acho que o vereador merece ter um salário. Antigamente era diferente, o vereador tinha uma profissão fora da casa e vinha só para participar das sessões, hoje o cenário mudou. Eu defendo que para ser vereador ou político, deveria existir uma lei na constituição com a exigência da formação no mínimo superior, com especialização na área que vai atuar.
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