Querido diário

Querido diário, Ultimamente tenho chegado a algumas conclusões: O silêncio mata, e não são pessoas que se calam, mas as que são caladas. Após um temporal, pegou fogo a subestação do Amapá, deixando 13 de 16 cidades sem luz e água no estado. Me coloco na situação e penso para quem eu poderia gritar, se […]

Escrito por: Camilly Nogueira dos Reis | Colégio Poliedro1 min de leitura
fundo_placeholder-023136

Querido diário,

Ultimamente tenho chegado a algumas conclusões: O silêncio mata, e não são pessoas que se calam, mas as que são caladas. Após um temporal, pegou fogo a subestação do Amapá, deixando 13 de 16 cidades sem luz e água no estado. Me coloco na situação e penso para quem eu poderia gritar, se até o meu contato com o mundo fosse cortado.

Talvez importasse mais se o problema atingisse a grande capital, o coração do Brasil. Pois é, acho que o Amapá está mais para um braço e o aleijado ainda vive, diferentemente se o órgão pulsante parasse…

O desamparo causa indignação, mas o sentimento de impotência é o que mais machuca. A gente escreve com a intenção de evidenciar os problemas do mundo e, seja por meio das teclas ou da caneta, há tanta coisa para escrever… A dificuldade é: Quem vai ler?

Escuto súplicas por ajuda, que cada vez mais fracas parecem ressoar, e o sentimento empático me põe a imaginar se pensariam em soluções imediatas se tivessem que racionalizar a água que evapora sem parar.

S.O.S.,

Amapá.

Camilly Nogueira dos Reis | Colégio Poliedro
Camilly Nogueira dos Reis | Colégio Poliedro

Aluna do 2º ano do Ensino Médio do Colégio Poliedro, em São José dos Campos

Publicado em:

Posts Relacionados