Querido diário
Querido diário, Ultimamente tenho chegado a algumas conclusões: O silêncio mata, e não são pessoas que se calam, mas as que são caladas. Após um temporal, pegou fogo a subestação do Amapá, deixando 13 de 16 cidades sem luz e água no estado. Me coloco na situação e penso para quem eu poderia gritar, se […]

Querido diário,
Ultimamente tenho chegado a algumas conclusões: O silêncio mata, e não são pessoas que se calam, mas as que são caladas. Após um temporal, pegou fogo a subestação do Amapá, deixando 13 de 16 cidades sem luz e água no estado. Me coloco na situação e penso para quem eu poderia gritar, se até o meu contato com o mundo fosse cortado.
Talvez importasse mais se o problema atingisse a grande capital, o coração do Brasil. Pois é, acho que o Amapá está mais para um braço e o aleijado ainda vive, diferentemente se o órgão pulsante parasse…
O desamparo causa indignação, mas o sentimento de impotência é o que mais machuca. A gente escreve com a intenção de evidenciar os problemas do mundo e, seja por meio das teclas ou da caneta, há tanta coisa para escrever… A dificuldade é: Quem vai ler?
Escuto súplicas por ajuda, que cada vez mais fracas parecem ressoar, e o sentimento empático me põe a imaginar se pensariam em soluções imediatas se tivessem que racionalizar a água que evapora sem parar.
S.O.S.,
Amapá.
Aluna do 2º ano do Ensino Médio do Colégio Poliedro, em São José dos Campos
