Agentes penitenciários de Caraguatatuba aderem greve

Os agentes penitenciários do (CDP) Centro de Detenção Provisória de Caraguatatuba aderiram à greve do (Sindasp) Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado de São Paulo, que já conta com 142, das 158 unidades do estado. Os agentes reivindicam reajustes salariais e mudanças no plano de carreira.

Escrito por: Jessyca Biazini2 min de leitura
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Os agentes penitenciários do (CDP) Centro de Detenção Provisória de Caraguatatuba aderiram à greve do (Sindasp) Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado de São Paulo, que já conta com 142, das 158 unidades do estado. Os agentes reivindicam reajustes salariais e mudanças no plano de carreira.

Entre os serviços afetados pela greve, iniciada na última quinta-feira (13), estão o recebimento de presos de cadeias públicas, de visitas, além de atendimentos a advogados, assistentes sociais, oficiais de Justiça e psicólogos.

De acordo com o sindicato, os trabalhos de segurança nas unidades não foram interrompidos. “Queremos deixar claro que o foco são os benefícios para os funcionários. Não queremos atingir os presos, sendo assim, os plantonistas estão trabalhando e os detentos são liberados para sair ao sol, para trabalhos e atendimentos essências de saúde”, explica  Ismael Manoel dos Santos, da diretoria da Sindasp.

Segundo o Sindasp, dos 30 mil agentes penitenciários do estado, 27 mil aderiram à greve, mais de 90%. Dos 142 CDPs e penitenciárias do Vale do Paraíba, outras quatro cidades estão com funcionários em greve: São José dos Campos, Taubaté, Tremembé e Potim. O início das paralisações foi na segunda-feira (10), mas a ação se fortaleceu e ganhou mais adeptos depois da assembleia realizada na última terça-feira (11).

Reivindicações
A categoria pede reajuste salarial de 20,64%, redução das classes salariais, de oito para seis e aposentadoria especial com 25 anos de carreira. Segundo Ismael Manoel dos Santos foram feitas várias assembleias desde fevereiro e foi decidido em 11, das 14 reuniões, que os funcionários entrariam em greve. “Durante todo o ano de 2013 estamos tentando entrar em acordo com o governo e mantemos a mesma proposta que, até o momento, não foi aceita”, afirma. A Secretária de Administração Penitenciária foi procurada pela reportagem, mas até o fechamento desta edição não havia se manifestado com relação à greve.

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