Ambientalistas denunciam extração ilegal de areia no Paraíba em Guará
Ambientalistas denunciam uma mineradora instalada em Guaratinguetá por extração de areia em área não liberada pela Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) às margens do Rio Paraíba do Sul. A empresa também utilizaria número de dragas cinco vezes maior que o permitido.


Extração de areia em Aparecida
Divulgação
Ambientalistas denunciam uma mineradora instalada em Guaratinguetá por extração de areia em área não liberada pela Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) às margens do Rio Paraíba do Sul. A empresa também utilizaria número de dragas cinco vezes maior que o permitido.
De acordo com a ONG Água, a mineradora Morro Vermelho opera na zona 2 do Vale do Paraíba, na divisa de Guaratinguetá e Aparecida, onde ainda não é permitida a extração de areia. Hoje, a legislação autoriza apenas extrações na zona 1, que compreende o trecho entre Jacareí e Pindamonhangaba.
O ambientalista Marcos Alencar de Souza, presidente da ONG de Guará, alerta para a degradação que avança a cada dia e prejudica a preservação da mata. “Estive no local e pude constatar que estão atuando de forma irregular, prejudicando o ecossistema. Eles [mineradores] vão deixar um passivo ambiental enorme em nossa região”, afirma.
Souza diz que a empresa também opera com número maior de dragas, infringindo a legislação ambiental. “Eles [mineradores] possuem uma autorização prévia da Cetesb para operar com três dragas. Pude constatar que são 15 dragas e vários funcionários que trabalham dia e noite no local”, destaca Souza, que também faz parte do Comam (Conselho do Meio Ambiente) de Guaratinguetá.
Para o ambientalista, as licenças das mineradoras deveriam ser reavaliadas pela Cetesb. “Antes de sair uma aprovação geral, eles [Cetesb] já estão oferecendo as licenças. É preciso critério para a concessão. O problema da extração da areia é algo muito sério, é apenas algo lucrativo para as empresas e os prejuízos às cidades”, diz Souza.
Outro lado
A Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), por meio de sua assessoria de imprensa, informou que está verificando os questionamentos com a Agência Ambiental de Taubaté, mas que depende de levantamentos dos dados e uma vistoria no local para comentar o assunto.
De acordo com o gerente da Morro Vermelho, Pedro Lara, a mineradora é licenciada pela Cetesb, Policia Ambiental e outros órgãos, inclusive recebe fiscalização periodicamente no local da extração. “Semana passada mesmo a Polícia Ambiental esteve fazendo a fiscalização no local. Estamos dentro da legislação ambiental, inclusive é feito todo o reflorestamento da área e os diretores da empresa não deixam que nada seja feito fora da legislação”, diz.
Em relação às dragas, Lara afirma que a empresa realmente tem mais dragas no investimento, mas não opera todas ao mesmo tempo. “Não são três dragas e sim três jogos de dragas, pois para fazer a extração são necessárias duas dragas e a empresa tem três jogos de dragas. Realmente temos mais dragas no local, mas não as operamos no mesmo momento. Há a necessidade de ter mais dragas, pois o investimento é grande e não podemos parar nosso trabalho”.
(* com informações do Jornal Atos)
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