Após layoff, GM demite 798 funcionários na unidade de São José
Empresa dispensou funcionários alegando baixa competitividade na unidade


Carta encaminhada à adesão do PDV
Reprodução
A GM (General Motors) de São José dos Campos confirmou, nesta quinta-feira (28), que vai demitir os funcionários que estavam em layoff. De acordo com a empresa, os 798 desligamentos são referentes ao excedente da unidade e a um acordo entre sindicato e GM, na Justiça do Trabalho, após o período de layoff na fábrica. O número oficial ainda não foi informado, já que alguns trabalhadores aderiram ao Plano de Demissão Voluntária (PDV).
Por meio de sua assessoria de imprensa, a GM informa que a decisão foi repassada ao sindicato e está publicada no Diário Oficial. O período de suspensão temporária permite que a empresa adote a medida quando comprovar baixo nível da produção.
A empresa ainda não divulgou balanço dos funcionários que preferiram optar pelo PDV.
Crise
Na época, a montadora afirmou que estava passando “por uma forte crise econômica e que o complexo em São José não está competitivo há algum tempo. As vendas caíram, os estoques estão altíssimos, temos uma fábrica de alto custo e estamos com excedente de pessoal”.
Sindicato
Segundo o sindicato, o excedente apresentado pela fábrica totaliza 798 funcionários, mesmo número que entrou em layoff, em agosto de 2015. Porém, desde o início do afastamento até este mês, alguns funcionários pediram demissão.
Outro fator é a adesão ao PDV, que teve início na segunda-feira (25) e encerra nesta sexta-feira (29). Segundo acordo firmado entre os dois lados, a cada funcionário que aderir ao PDV, será abatido ao número de demissões futuras em relação ao excedente da empresa.
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