Carta entregue para Dilma cobra investimentos da GM em São José

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos entregou uma carta para a presidente Dilma Rousseff referente aos investimentos da General Motors no Brasil, nesta terça-feira (25). O documento foi entregue pelo presidente do sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, durante cerimônia em que a presidente assinou a ordem de serviço para a construção das 1.461 casas de famílias do Pinheirinho.

Escrito por: Rodrigo Ribeiro2 min de leitura
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No fim de 2013, 687 trabalhadores foram demitidos da GM de São José dos Campos (sindmetalsjc/Nilton Cardim)

No fim de 2013, 687 trabalhadores foram demitidos da GM de São José

Sindmetalsjc/Nilton Cardim

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos entregou uma carta para a presidente Dilma Rousseff referente aos investimentos da General Motors no Brasil, nesta terça-feira (25). O documento foi entregue pelo presidente do sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, durante cerimônia em que a presidente assinou a ordem de serviço para a construção das 1.461 casas de famílias do Pinheirinho.

Na carta, o sindicato pede que a presidente cobre da montadora o investimento de R$ 2,5 bilhões na planta de São José dos Campos. Segundo o sindicato, em 2013 foi assinado um acordo com a GM prevendo novos investimentos na cidade, mas até hoje o anúncio não foi oficializado. A medida geraria 2.500 empregos diretos.

“Nesse sentido, gostaríamos que Vossa Excelência cobrasse da empresa o anúncio imediato dos investimentos em São José dos Campos, tal como previsto em acordo celebrado entre as partes”, diz trecho da carta.

Em outro momento é ressaltada a concessão de incentivos fiscais ao setor automotivo pelo Governo Federal e a demissão de 687 trabalhadores da montadora no final de 2013. “Além disso, gostaríamos que Vossa Excelência exigisse também a garantia dos postos de trabalho por meio de estabilidade no emprego. É o mínimo que a empresa deveria fazer, considerando a ajuda recebida por parte dos governos federal, estadual e municipal”, escreveram.

Embraer
Na mesma carta, o sindicato reivindica que a presidente apoie a luta dos trabalhadores da Embraer para redução da jornada de trabalho de 43 para 40 horas semanais. Segundo o sindicato, essa é a maior jornada entre as fabricantes de avião em todo o mundo. Sua redução representaria a geração de 1.500 novos postos de trabalho.

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