Nunca usado, Centro de Convenções será demolido em São Sebastião

A Justiça autorizou a Prefeitura de São Sebastião a iniciar a demolição do Centro de Convenções, obra que está parada há quatro anos na cidade. A expectativa é que o trabalho de destruição da estrutura e limpeza da área dure três meses e custe R$ 600 mil aos cofres públicos.

Escrito por: Moisés Rosa2 min de leitura
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Prefeitura inicia demolição de Centro de Convenções de São Sebastião

Divulgação/Danilo Dias

A Justiça autorizou a Prefeitura de São Sebastião a iniciar a demolição do Centro de Convenções, construído há seis anos e que nunca foi usado na cidade. A expectativa é que o trabalho de destruição da estrutura e limpeza da área dure três meses e custe R$ 600 mil aos cofres públicos.

As obras do Centro de Convenções tiveram início em 2006 com verba do Dade (Departamento de Apoio ao Desenvolvimento de Estâncias). O projeto do centro era para abrigar um auditório com 410 lugares, além de bares, restaurantes, hall de exposições, salões de reuniões e estacionamento para 120 carros. Segundo o TCE (Tribunal de Contas do Estado), a construção está orçada em R$ 2,3 milhões.

O Centro de Convenções foi entregue em 2008 pelo ex-prefeito Juan Manoel Pons Garcia, que na época chegou a inaugurar o espaço. A Justiça condenou Pons Garcia, a Construtora e Pavimentadora Latina e seu representante Paulo Roberto de Jesus Silva por irregularidades no contrato para a construção.

“É inadmissível a falta de respeito com que foi tratado o dinheiro público. Na época disseram que era uma medida eleitoreira, o que não é real. Essa meia dúzia não se cansa de tentar denegrir as ações, não só da Administração, e sim do próprio Ministério Público, que foi quem determinou a demolição. Tudo isso para tentar desviar o foco de uma obra faraônica, um “elefante branco”, que custou milhões de reais ao município”, lamentou o prefeito Ernane Primazzi (PSC).

Devolução
Os valores gastos na obra estão sendo devolvidos pela prefeitura em 50 parcelas de R$ 36 mil. O restante, cerca de R$ 500 mil, vai ter que ser ressarcido aos cofres públicos pelos responsáveis da construção da obra.

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