Cetesb multa prefeitura por aterro sanitário irregular em Igaratá
O aterro sanitário de Igaratá recebeu uma multa de mais de R$ 20 mil da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo), por falta de licença ambiental.


Aterro Sanitário de Jambeiro deve ser saída para Prefeitura de Igaratá
Divulgação
O aterro sanitário de Igaratá recebeu uma multa de mais de R$ 20 mil da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo), por falta de licença ambiental.
De acordo com a agência ambiental, a prefeitura foi notificada sobre o fim da vida útil do aterro sanitário da cidade em abril de 2013. Na época a prefeitura solicitou uma licença prévia ao órgão para continuar funcionando. Contudo, a administração municipal deixou de apresentar documentos e agora, mais de um ano depois, foi multada e o aterro considerado ilegal.
O aterro recebe cerca de cinco toneladas diárias de lixo produzido na própria cidade. Desde 2013, quando o local tinha esgotado sua capacidade, a prefeitura opera em uma área que ainda não foi autorizada e agora tem que conseguir uma solução para seu lixo.
“Infelizmente nosso aterro é como um lixão, onde colocamos a sujeira nas valas e cobrimos, sem tratamento. A saída, conforme estamos discutindo na Câmara, é conseguir tratar o lixo aqui e enviar para o aterro de Jambeiro”, ressalta Moacir Aparecido Fernandes Prianti (PDT), presidente da Câmara de Igaratá.
Para evitar que o lixão seja interditado e Igaratá fique sem lugar para despejar seu lixo, a Câmara avaliou na última sessão, no dia 4 de junho, um projeto emergencial de lei enviado pelo executivo. No texto, a prefeitura sugere que seja feita uma parceria com uma empresa para a compostagem e tratamento dos detritos.
“Eles receberam a proposta de uma empresa de Minas Gerais, que se compromete a montar toda a infraestrutura de tratamento adequada, se a cidade ceder o terreno e assumir o transporte do lixo tratado para Jambeiro”, explica Prianti.
Parceria
Uma reunião foi realizada nesta segunda-feira (9) entre o prefeito de Igaratá, Elzo Elias de Oliveira Souza (PR), vereadores e representantes da empresa mineira, para esclarecer detalhes da lei e tentar achar uma solução definitiva para o aterro sanitário.
“Não vamos nem divulgar o nome da empresa, porque precisamos de mais detalhes. Sei que pelo que li, que a cidade não tem nada a perder com o acordo. Após essa reunião de esclarecimento, vamos avaliar e votar o projeto na próxima sessão na Câmara, no dia 18 de junho”, afirma o presidente que conclui, “o próximo passo é pedir mais um prazo para a Cetesb. Se a empresa assumir, a lei prevê que ela vai inclusive regularizar o nosso aterro e com isso ficaremos em dia com a fiscalização”.
Outro lado
Procurada pelo Meon, até o fechamento desta reportagem, a Prefeitura de Igaratá ainda não havia se manifestado sobre o caso.
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