Em 17 dias, Ana Karin é cassada pela segunda vez em Cruzeiro

A prefeita de Cruzeiro, Ana Karin (PR), teve o mandato cassado pela Câmara nesta quinta-feira (27) durante uma sessão extraordinária que durou cerca de cinco horas. Essa é a segunda vez no mês de março que os vereadores pedem a cassação, no dia 11 o mandato já havia sido cassado. Mais uma vez, o vice-prefeito Rafic Simão, assume a administração.

Escrito por: Rodrigo Ribeiro2 min de leitura
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Ana Karin teve o mandato cassado pea segunda vez em 17 dias

Warley Leite/Meon

Em 17 dias, a prefeita de Cruzeiro, Ana Karin (PR), teve o mandato cassado pela segunda vez. A prefeita sofreu novo impeachment nesta quinta-feira (27), durante sessão extraordinária da Câmara, que durou cerca de cinco horas. Essa é a segunda vez no mês de março que os vereadores pedem a cassação. Mais uma vez, o vice-prefeito Rafic Simão, assume a administração.

A sessão foi feita pela Comissão Processante do legislativo para apurar a prática de infrações administrativas da prefeita, acusando-a de improbidade administrativa por ignorar requerimentos. Dos nove vereadores que votaram apenas dois foram contrários, Carlos Alberto e Marco Aurélio, ambos do PR (Partido da República), mesmo partido da prefeita.

Segundo o presidente da Câmara, Thales Gabriel Fonseca (PCdoB), nenhum representante da prefeitura compareceu à sessão. Ana Karin é alvo de investigação do MP (Ministério Público) e já teve os bens bloqueados pela justiça.

Ana Karin já havia sido cassada pelos vereadores em 11 de março, mas retornou à prefeitura após o TJ (Tribunal de Justiça) ter suspenso a sessão daquele dia.

Outro Lado
Segundo Ana Karin, na quinta-feira (27), foi protocolado um agravo no TJ (Tribunal de Justiça). Em entrevista ao Meon, ela afirma que tudo isso é uma perseguição pessoal.

“Lamento pela população de Cruzeiro estar presenciando isso. Existe um interesse por trás, é uma tentativa insana de golpe, perseguição política e pessoal a qualquer custo. Mas estou tranquila porque fui eleita e reeleita pelo povo” afirma.

Para Ana Karin, o número de requerimentos enviados é um absurdo. “Em 2012, eles (os vereadores) enviaram 50 requerimentos, já em 2013 foram 388, desse total pedimos um prazo regimental que é de 15 dias para seis requerimentos e eles negaram. Para se ter uma noção, nem a presidente Dilma recebe essa quantia (requerimentos). Não vou abrir mão dos meus direitos políticos e eleitorais, isso é um golpe baixo, sujo e antidemocrático, eles querem travar a máquina administrativa”.

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