Empresa joseense desenvolve 1º nanossatélite 100% brasileiro
A ideia é finalizar o projeto já com o foco na defesa e comunicação militar


Rosemary Monteiro Schneider trabalha criação do 1º nanossatélite brasileiro
Warley Leite/Meon
Um casal de engenheiros aposentados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisa Espacial) trabalha na criação do primeiro nanossatélite brasileiro, no Parque Tecnológico de São José dos Campos. O equipamento inicia nesse semestre a fase de desenvolvimento de modelos de engenharia e tecnologia dentro dos parâmetros nacionais.
O projeto já foi aprovado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), que vai subsidiar esta primeira fase de especificações, prevista para ser concluída em até dois anos. Para esta tarefa os brasileiros vão contar com a cooperação técnica da holandesa, ISIS Space, que fabrica os nanossatélites utilizados no Inpe.
Ao lado do marido, Etiene Monteiro Schneider, Rosemary administra a LUNUS, grupo do setor aeroespacial, com pesquisas também no meio ambiental. A empresa comercializa produtos de diversas empresas americanas e européias, como torres de recepção de satélites, instrumentos de estudo e medição metereológico (clima) e de oceonografia (estudo dos oceanos), entre outros.
“O uso de nanossatélites já é comum em países como os Estados Unidos. Um grupo de oito equipamentos destes, que chamamos de constelação, é capaz de determinar informações com precisão, viabilizar comunicação restrita, monitorar fronteiras e tantas outras coisas com um investimento de menos de R$1 milhão, o que no ponto de vista espacial não é nada” ressalta Rosemary Monteiro Schneider, engenheira responsável pelo projeto.
Segundo Rosemary, em uma segunda fase, o nanossatélite deve contar com o trabalho de duas equipes, uma aqui em São José dos Campos, e uma segunda em Santa Maria (RS), onde funciona outra importante base da FAB (Força Aérea Brasileira). A ideia é finalizar o projeto já com o foco na sua primeira utilização, a defesa e comunicação militar.
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