GM reduz despesas para evitar demissões em São José dos Campos
A General Motors de São José dos Campos deu início a um plano que prevê a redução de despesas para os próximos três anos na tentativa de evitar novas demissões na fábrica. A informação é do diretor do complexo industrial da GM, Alaor Araújo.


GM de São José dos Campos vai reduzir gastos nos próximos três anos
Rodrigo Ribeiro/Meon
A General Motors de São José dos Campos deu início a um plano que prevê a redução de despesas para os próximos três anos na tentativa de evitar novas demissões na fábrica. A informação é do diretor do complexo industrial da GM, Alaor Araújo.
Araújo esteve na sede da Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) nesta segunda-feira (5) para comentar sobre a crise no setor automobilístico em 2014 e a atual situação da planta joseense.
À ocasião, o diretor apresentou dados do mercado que apontam desde janeiro de 2013 uma redução no volume de carros licenciados e na expectativa de vendas. Segundo Araújo, o gasto médio das montadoras com mão-de-obra corresponde a 75% do orçamento”, afirma.
Em relação ao corte nas despesas, o executivo citou como exemplo a redução da geração de energia na montadora. A GM recebe 88 mil kilowatts de energia e transforma em 440. “Com a crise, tivemos que ser criativos e percebemos que a troca do tipo de lâmpadas na unidade pode reduzir R$ 2 milhões no orçamento. São coisas simples que não olhávamos antes”, afirma.
Segundo o diretor, não há previsão para investimentos na planta e o mercado deve voltar a crescer somente em 2016. Existe um projeto em andamento para a produção de um carro global -feito em São José e vendido para o mundo inteiro- mais que ainda está em fase de elaboração.
Atualmente, a fábrica da GM em São José dos Campos possui cerca de 5.000 funcionários e produz a S10 e componentes. “Com a grande quantidade de estoques que temos agora, tivemos que estudar a possibilidade de produzir para o mercado de reposição e acessórios”, comenta Araújo.
Sindicato
No encontro, o executivo afirmou que a empresa possui uma boa relação com o Sindicato do Metalúrgicos e que realiza reuniões com a entidade. Para Almir Fernandes, diretor do Ciesp de São José dos Campos, o sindicato não faz um papel em prol do trabalhador. “Se o futuro da GM dependesse do sindicato, a empresa já estaria fechada. Infelizmente o sindicato utiliza uma estratégia errada.”
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