Maricultores contestam investimento da Transpetro em Caraguá

A polêmica envolvendo os maricultores, Transpetro e a Prefeitura de Caraguatatuba continua, já que até agora os trabalhadores, afetados pela mancha de óleo que vazou, em abril do ano passado, do Terminal Aquaviário Almirante Barroso (Tebar), no Canal de São Sebastião, ainda não foram indenizados. Na semana passada, a Transpetro soltou uma informação de que […]

Escrito por: Acácio Gomes2 min de leitura
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A polêmica envolvendo os maricultores, Transpetro e a Prefeitura de Caraguatatuba continua, já que até agora os trabalhadores, afetados pela mancha de óleo que vazou, em abril do ano passado, do Terminal Aquaviário Almirante Barroso (Tebar), no Canal de São Sebastião, ainda não foram indenizados.

Na semana passada, a Transpetro soltou uma informação de que já havia investido cerca de R$ 400 mil na maricultura da praia da Cocanha, após o vazamento do óleo. Agora, a Associação dos Maricultores contestou as informações com documentos que comprovam que o investimento anunciado pela subsidiária não foram reais e valores apresentados não foram depositados.

“A retirada das estruturas da água só aconteceu porque eles tiveram que cumprir uma ordem judicial. A Transpetro só veio nos atender quatro meses depois do vazamento e sempre negando o fato. E nesse meio tempo tivemos varias reuniões para uma solução”, explicou em nota a Associação.

A entidade ressalta que os trabalhadores só não passaram fome porque a Prefeitura de Caraguá concedeu o auxílio emergencial de dois salários mínimos durante o ano passado, e que durante o pagamento do auxilio foi protocolada uma ação contra a Transpetro onde, a Prefeitura solicitou que a empresa retirasse de forma emergencial o material contaminado da área da Cocanha.

Na nota, a Associação dos Maricultores salienta que “não considera que o trabalho pago é investimento, mas sim obrigação”.

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