Terreno abandonado vira motivo de preocupação em São Sebastião

A psicóloga Márcia Ferreira Barison, moradora da Rua Gilberto Pedro do Rêgo, no bairro do São Francisco, na região central da cidade, acaba de se recuperar de uma dengue, assim como o marido e vizinhos do lado, da frente. Ter a doença não é exclusividade de quem mora no bairro, o mosquito transmissor da doença não escolhe suas vítimas.

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
fundo_placeholder-023136

A psicóloga Márcia Ferreira Barison, moradora da Rua Gilberto Pedro do Rêgo, no bairro do São Francisco, na região central de São Sebastião, acaba de se recuperar de uma dengue, assim como o marido e alguns vizinhos. Ter a doença não é exclusividade de quem mora no bairro, o mosquito transmissor da doença não escolhe suas vítimas. Nem a filha, o genro e a sogra da filha de Márcia, que sairam de São Paulo para passar alguns dias na cidade, escaparam. Márcia conta que já vasculhou tudo em casa. “Nunca tive problema em receber agentes de endemias, mesmo quando eu morava em São Paulo. Às vezes eles acham o que a gente não vê”. Mas em São Sebastião, Márcia alega saber muito bem de onde vem o problema: um terreno baldio que fica próximo da casa dela.

“Ali tem de tudo, entulho, embalagens, pneus, restos de poda. É muita sujeira. Não bastasse isso, tem caminhão que encosta aqui à noite para descarregar entulho, pneus”. Tanto ela quanto outros vizinhos alegam ter entrado em contato com a Vigilância Epidemiológica (Casa da Dengue – 3891-3423), mas a situação do terreno segue sem novidades. “Por se tratar de um terreno particular, eles alegam que não podem fazer muita coisa a curto prazo, a não ser que a situação configure risco iminente à saúde pública. Mas é o que estamos passando. Quantas pessoas mais terão que ficar doentes?”, questiona Márcia.

A psicóloga alega sentir falta de ações efetivas no local. “Esse terreno tem que sem limpo e cercado. Além disso, há tempos não recebemos ações de fumacê no bairro. O pessoal vem, mas para no Olaria, não chega aqui”, declara. O risco de contrair dengue novamente também a assusta.

A Prefeitura de São Sebastião informou que quando a denúncia é feita,  inclusive de forma anônima, é passada para a Fiscalização Ambiental que notifica o proprietário do terreno abandonado para tomar as devidas providências no prazo de 30 dias, ou seja, fazer a limpeza do local. “Caso este procedimento não seja feito é dada a multa que pode ser reaplicada até três vezes durante um ano”.

A prefeitura alega que tem realizado ações intensificadas para evitar o surgimento de novos casos, como bloqueio e controle de criadouros através de vistoria em marinas, escolas, cemitério, ferro-velho, telagem de caixas d´água, nebulização e a visita dos agentes aos moradores, de casa em casa. “A região central, que inclui o bairro São Francisco, já recebeu dois ciclos do Fumacê que acontece semanalmente. O terceiro e último ciclo na região será realizado no próximo dia 18”.

A Vigilância Epidemiológica ressalta a importância da população colaborar com o programa permitindo o acesso dos agentes no interior dos imóveis e, ainda, eliminar os possíveis criadouros do mosquito, como por exemplo,  garrafas, vasos, pneus, galões, toneis, latões, tambores, copos descartáveis, latas de alumínio, entre outros objetos e plantas que acumulam água.

Até o último dia 7 de maio, São Sebastião somava 850 casos de dengue; foram 3.251 notificações; 2.373 caos negativos e 28 casos suspeitos aguardam resultado. Apenas o bairro de São Francisco registrou 126 casos da doença. Boiçucanga, na Costa Sul, ainda lidera, com 204 casos confirmados.

Publicado em:

Posts Relacionados