Valdir Alvarenga nega envolvimento com ‘propinoduto’ da JBS
Citado nas planilhas da delação premiada da JBS, o vereador Valdir Alvarenga (SD), de São José dos Campos, negou nesta segunda-feira (22) envolvimento com o propinoduto do grupo. Conforme o Meon revelou com exclusividade no sábado (20), documentos entregues pelo diretor de relações institucionais da JBS, Ricardo Saud, à força-tarefa da Lava Jato apontam repasses […]

Citado nas planilhas da delação premiada da JBS, o vereador Valdir Alvarenga (SD), de São José dos Campos, negou nesta segunda-feira (22) envolvimento com o propinoduto do grupo.
Conforme o Meon revelou com exclusividade no sábado (20), documentos entregues pelo diretor de relações institucionais da JBS, Ricardo Saud, à força-tarefa da Lava Jato apontam repasses a pelo menos nove políticos da região.
Todas as doações citadas nas planilhas aconteceram em 2014, ano de eleições para deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente.
As delações do grupo JBS foram homologadas na quinta-feira (18) pelo ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal). A medida dá validade jurídica ao acordo e permite, a partir de agora, que a Procuradoria Geral da República peça novas investigações com base nos relatos.
Defesa
Em 2014, Valdir Alvarenga foi candidato a deputado estadual e recebeu R$ 187.703 do grupo JBS, segundo as anotações do delator Ricardo Saud. O vereador obteve 18.574 votos, insuficientes para garantir uma cadeira na Assembleia Legislativa.
Em nota enviada ao Meon, Valdir sustentou que “nunca” teve contato “com representantes, diretores ou qualquer pessoa da empresa, muito menos com esse tal Ricardo”.
“Quando concorri ao cargo de deputado estadual em 2014, recebi doações financeiras do Diretório Estadual do Solidariedade. Estas doações foram realizadas via conta bancária eleitoral específica da campanha, conforme determina a legislação eleitoral”, informou o vereador, lembrando que sua prestação de contas foi aprovada sem ressalvas pela Justiça Eleitoral.
“O Diretório Estadual recebeu da empresa JBS doação legal para financiamento da campanha por todo o Estado, sendo que também recebi o recurso de forma legal. Se houve contato com representantes da JBS, não fui eu quem o fez. Apenas recebi recurso de forma legal do diretório”, acrescentou.
Valdir informou ainda que não compactua “com qualquer tratativa que saiu da legalidade e formalidade da lei”.
“Quanto à origem dessas doações oficiais, ocorridas em 2014 e hoje contestadas até pelo doador, cabe ao grupo JBS responder e esclarecer ao Poder Judiciário e autoridades competentes”, alegou.
“Em 2014, as doações de pessoas físicas e jurídicas eram consideradas licitas e o próprio grupo JBS não tinha qualquer especulação negativa, até então, quanto à integridade moral ou legal da empresa.”

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