RMVale tem três deputados entre os que mais gastam com gabinete

Três dos quatro deputados estaduais da RMVale – Alexandre da Farmácia, Hélio Nishimoto e padre Afonso Lobato- estão entre os 20 parlamentares que mais gastaram com despesas de gabinete na Assembléia Legislativa no primeiro semestre de 2014.

Escrito por: Elaine Rodrigues3 min de leitura
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No sentido horário, Alexandre da Farmácia, Afonso Lobato e Hélio Nishimoto

Divulgação

Três dos quatro deputados estaduais da RMVale -Alexandre da Farmácia (PP), Hélio Nishimoto (PSDB) e padre Afonso Lobato (PV)- estão entre os 20 parlamentares que mais gastaram com despesas de gabinete na Assembleia Legislativa no primeiro semestre de 2014.

De acordo com a página de prestação de contas do site da Alesp, Alexandre ocupa a quinta posição no ranking de despesas, com R$ 151 mil, seguido por Nishimoto em 13º lugar com R$ 142 mil e por Lobato na 19º colocação com R$ 133 mil. O gasto médio dos 94 parlamentares neste ano é de R$ 105 mil. O deputado Marco Aurélio (PT) figura na 54º posição da lista com R$ 104 mil.

Cada um dos deputados estaduais tem uma verba anual para gastos do gabinete de até R$ 300 mil, que inclui despesas com combustível, papelaria, serviços gráficos, viagens, locação de veículos e imóveis e contas de água, luz e telefone, entre outros.

Além desse montante, cada parlamentar dispõe por mês de mais R$ 125.996,34 para o pagamento de seus assessores. Ao custo final, se agrega o salário do próprio deputado estadual, fixado hoje em R$ 20.042,34. Por ano, a soma desses valores gera um montante médio de R$ 2 milhões por deputado.

Detalhes
Os principais gastos dos deputados foram com serviços gráficos e de comunicação, o que inclui despesas com correios, carros de divulgação e panfletagem.

Entre as maiores despesas do deputado Alexandre da Farmácia em 2014 está a contratação de serviços de comunicação, com gasto de R$ 45,6 mil com empresas de promoção e divulgação. Já o padre Afonso Lobato e Hélio Nishimoto gastam mais com serviços gráficos e cópias de documentos -R$ 36,4 mil e R$ 43,2 mil, respectivamente.

Os principais gastos do gabinete de Marco Aurélio foram com telefone e internet (R$ 23 mil) e serviços de comunicação (R$ 20 mil), como panfletagem.

Nishimoto disse que não vai emitir opinião sobre os dados anunciados no site da Alesp. Marco Aurélio disse que os valores são condizentes com a atividade parlamentar “e aponta o respeito com que trata a coisa pública, com gastos abaixo da média”. Procurados pelo Meon, Alexandre da Farmácia e padre Lobato não comentaram os dados até o fechamento da reportagem.

Cobrança
Esses e outros dados sobre os gastos dos parlamentares estão disponíveis no site da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e podem ser consultados por qualquer pessoa.

“A tecnologia está aí para democratizar o acesso às informações. O cidadão tem que fazer a parte dele e olhar as prestações de contas, cobrar, participar e acompanhar a legislatura de quem ele votou ou acompanhar a prefeitura ou ministério que lhe interessa. Olhar as contas é uma boa forma de fazer isso e hoje a lei nos garante este direito”, afirma a consultora política Gil Castillo.

DESPESAS POR DEPUTADO
Gastos do gabinete por deputado, sem os salários. Os valores de 2011 não estão disponíveis no site da Alesp.

Alexandre da Farmácia (PP)
2014 – R$ 151.018,21
2013 – R$ 287.452,94

Padre Afonso Lobato (PV)
2014 – R$ 133.740,84 
2013 – R$ 270.282,50 
2012 – R$ 229.677,96

Hélio Nishimoto (PSDB)
2014 – R$ 142.847,69
2013 – R$ 204.804,42
2012 – R$ 240.468,57

Marco Aurélio (PT)
2014 – R$ 104.868,67
2013 – R$ 271.887,05
2012 – R$ 204.728,44

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