Com quarentena, índices de violência contra a mulher crescem no estado
Somente em março, número de ocorrências atendidas subiu de 6.775 em 2019 para 9.817 em 2020


Durante a pandemia muitas pessoas estão ficando em casa, buscando respeitar o isolamento recomendado pelos órgãos de saúde. Com isso, os problemas domésticos voltam a crescer em todo o mundo. No estado de São Paulo não é diferente, comparando os meses de março de 2019 e 2020, houve um aumento de 44,9% nos atendimentos da polícia para chamados de violência contra a mulher.
De acordo com o FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública), em relatório publicado na última segunda-feira (20), as ocorrências de violência contra a mulher saltaram de 6.775 para 9.817, comparando março de 2019 e o mesmo mês em 2020. Os casos de feminicídio também aumentaram no estado, foram de 13 para 19, um aumento de 46,2% nos casos comparando mesmo período.
Em uma publicação do MPF (Ministério Público Federal) feito no último dia 13, o órgão disse que “a casa é o lugar mais perigoso para a mulher”. Para embasar a frase, o MPF divulgou os dados da pesquisa Raio X Feminino, que revelou que 66% dos casos de feminicídio ou tentativa, são feitos dentro da casa da vítima.
Para o MPF, a principal dificuldade de combater os crimes domésticos são a falta de denúncias. Para o órgão é vital que as vítimas superem as intimidações e denunciem. Vale ressaltar que outras pessoas que testemunham as agressões podem denunciar a violência.
Para tentar se proteger dos agressores que estão dentro de casa, a organização Think Olga deu algumas estratégias. De acordo com eles, a mulher deve esconder objetos pontiagudos, tirar “gatilhos” de dentro de casa como álcool e drogas e manter sempre contato com amigos e familiares.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) pede também para que as vítimas da violência busquem pensar em “locais seguros” dentro da própria casa para se proteger dos agressores.
No levantamento do órgão foram levados em conta os crimes de homicídio doloso de mulheres, feminicídios, estupros e estupros de vulnerável, ameaça a vítimas mulheres e lesão corporal dolosa decorrente de violência doméstica. As delegacias de mulher e as comuns seguem abertas para denúncias mesmo com a quarentena.
Além disso, é possível fazer o boletim de ocorrência virtualmente, pelo site da Polícia Civil.
Posts Relacionados

Empresário condenado pela morte de motorista de aplicativo volta à Penitenciária de Potim


Fundhas promove palestra para jovens de São Francisco Xavier
