Sabesp bate recorde com investimento de quinze bilhões em 2025

Investimentos no saneamento de SP crescem 120% após privatização da Sabesp

Escrito por: Maria Júlia da Silva Binotto2 min de leitura
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O estado de São Paulo registrou em dois mil e vinte e cinco o maior aporte financeiro da história no setor de saneamento. Sob gestão privada, a Sabesp investiu quinze bilhões e duzentos milhões de reais, um salto expressivo de cento e vinte por cento em relação aos seis bilhões e novecentos milhões aplicados no ano anterior. O objetivo central é atingir a universalização dos serviços até dois mil e vinte e nove.

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Metas Superadas e Impacto Ambiental

Os números da companhia em dois mil e vinte e cinco superaram as metas estabelecidas para as trezentas e setenta e uma cidades atendidas:

Água: Seiscentas e sessenta e quatro mil novas ligações (152% da meta).

Coleta de Esgoto: Setecentos e oitenta e um mil novos imóveis (133% da meta).

Tratamento de Esgoto: Um milhão e trezentos mil imóveis beneficiados (134% da meta).

Na Região Metropolitana de São Paulo, a aceleração das obras resultou na redução de vinte e dois por cento no volume de esgoto descartado sem tratamento. Essa melhora impacta diretamente a despoluição de mananciais vitais, como o Rio Tietê e as represas Billings e Guarapiranga.

Eficiência Operacional e Tarifas

A Sabesp mantém atualmente mais de mil e cem frentes de obras, conectando, em média, dois mil e quatrocentos domicílios por dia. Apesar do alto volume de investimentos, o Governo de SP afirma que a tarifa segue controlada.

A revisão tarifária deste ano foi de seis vírgula onze por cento, valor que, segundo a Arsesp, ficou quinze por cento abaixo do que seria previsto caso a empresa ainda fosse estatal. O uso do Fundo de Apoio à Universalização do Saneamento (Fausp) é o que garante essa estabilidade até dois mil e vinte e nove.

Mudança Social: Áreas Informais

Um dos principais marcos da nova fase é o atendimento em áreas antes restritas por entraves contratuais. Na comunidade Vaquejada, em Cidade Tiradentes, mais de duas mil famílias passaram a ter água encanada e esgoto pela primeira vez.

“Ficamos vinte e oito anos sem água. Hoje posso tomar meu banho e trabalhar livremente. A dificuldade acabou”, relata o líder comunitário Jeferson Cândido Pinheiro. Segundo o Instituto Trata Brasil, a chegada do saneamento pode reduzir em quase setenta por cento as internações por doenças relacionadas à falta de infraestrutura após três anos de intervenção.

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