Santa Casa de São Paulo suspende 25 tipos de exames
A crise financeira fez a Santa Casa interromper a realização de exames na semana passada. A decisão foi informada pelo Laboratório Central da instituição por e-mail para todos os setores do hospital e atingiu 25 tipos de análises, que não poderiam ser feitos por falta de material. Entre os procedimentos afetados estão coletas de sangue para a…

A crise financeira fez a Santa Casa interromper a realização de exames na semana passada. A decisão foi informada pelo Laboratório Central da instituição por e-mail para todos os setores do hospital e atingiu 25 tipos de análises, que não poderiam ser feitos por falta de material.
Entre os procedimentos afetados estão coletas de sangue para a verificação de anemia, a deficiência de cortisol e até mesmo o nível de colesterol. No guichê do laboratório, a atendente informou à Radio Estadão que não há previsão para a normalização do atendimento.
A reportagem procurou o novo superintendente da Santa Casa, Irineu Massaia, mas ele não quis comentar a suspensão dos procedimentos. Afirmou apenas que precisa reorganizar a instituição. A Secretaria Estadual de Saúde informou que só se manifestaria depois da conclusão da auditoria que está sendo feita na Santa Casa.
A crise financeira já fez o hospital – o maior hospital filantrópico da América Latina – fechar seu pronto-socorro em julho. O provedor da Santa Casa, Kalil Rocha Abdalla, negou a falta de materiais, medicamentos e exames. “Aqui na Santa Casa está tudo sendo realizado. Não está faltando nada, está tudo em ordem”, afirmou.
De acordo com o médico Arnaldo Lichtenstein, clínico-geral do Hospital das Clínicas (HC), que teve acesso à lista de exames suspensos, “ninguém vai morrer pela falta de exames”. Ele afirmou, no entanto, que os diagnósticos ficarão mais demorados. “A coisa é provisória. Em alguns casos o paciente pode sofrer um pouco mais, pois pode atrasar o diagnóstico de algumas doenças.”
Materiais
A reportagem ouviu funcionários que disseram que há também falta de materiais e medicamentos, como agulhas, seringas, toalha de papel e antibióticos.
Contaram ainda que são obrigados a improvisar materiais. “Às vezes a gente precisa adaptar um material que é muito mais caro, como o ‘papagaio’ para homem urinar. A gente adapta um coletor de sonda de aspiração, que é recortado e usado”, disse um funcionário.
Ao ser informado do depoimento, o provedor da Santa Casa disse que “isso é conversa”.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Posts Relacionados

Mercado ilegal de bets pode dobrar após proibição no Brasil, estima setor

Trump diz que Flávio Bolsonaro pode ficar nos EUA “quanto tempo quiser”, mas descarta encontro

Após derrota de Flávio, revisão criminal no STF vira principal aposta da defesa de Bolsonaro
