São José perde e sonho do Brasileiro Feminino é adiado
O Rio Preto soube fazer o resultado em casa e vai às finais contra o Flamengo


Juliete, com Yasmim vindo atrás e acompanhando a jogada, tenta escapar da marcação
Arthur Marega Filho/São José Futebol Feminino
O São José terá que esperar uma outra oportunidade para conquistar o único título que não tem. Na noite desta quarta-feira, no jogo que valia uma vaga nas finais do Brasileiro de Futebol Feminino 2016, perdeu fora de casa para o Rio Preto, por 1 a 0.
O time joseense começou com um desfalque inesperado. A atacante Ludmila foi vetada por contusão no joelho e Alanna entrou na vaga. A meia-atacante Carlinha, após suspensão por terceiro cartão amarelo, voltou no lugar da volante Pepê, em troca ofensiva.
A técnica Emily Lima armou a equipe, mas ficou na arquibancada. Ainda sem saber do resultado do seu julgamento na Justiça Desportiva, deixou o comando do banco com o assistente Adilson Galdino do Santos e o preparador físico Everton Ronei.
No Rio Preto, a suspensa zagueira Simeia teve confirmada a substituição por Daiane. E a meia Letícia Silva, que fez o gol do 1 a 1 do jogo de ida, ganhou a posição de Gabi.
O jogo
Com a obrigação de fazer pelo menos um gol, o São José começou no ataque e o Rio Preto aceitou explorar os contragolpes nos espaços que sobravam no campo de defesa joseense.
Aos 15 minutos, o São José teve a sua primeira chance de gol. Juliete invadiu a área pela meia esquerda, mas na troca de um chute por um passe cruzado, a zaga cortou.
O posicionamento ofensivo do São José deu ao Rio Preto um gol perdido pela artilheira da do campeonato, Millene. Aos 19, a atacante desceu livre e diante da saída da goleira, chutou ao alcance de Vivi, que fez excelente defesa.
O Rio Preto também ameaçou quando um chute explodiu no braço esquerdo da zagueira Bagé e a arbitragem interpretou como um toque sem intenção, não marcando pênalti.
Aos 29 minutos, mais uma oportunidade para o time da casa. Em um passe recuado da linha de fundo e da direita, a artilheira Millene deu uma furada.
Para complicar, aos 31, a volante joseense Rita Bove chegou forte em uma dividida, sentiu uma torção de joelho, saiu na maca recebendo cartão amarelo e não conseguiu voltar. Aos 34, Edna Baiana entrou na substituição.
Depois de um bom tempo sem incomodar o Rio Preto, Bagé assustou a torcida local. Em uma falta de longa distância, a zagueira mandou um chute forte no ângulo esquerdo, bem defendida pela goleira Luciana.
Carlinha, que no lance da falta cobrada por Bagé foi atropelada pela volante Suzana, sentiu a entrada dura e não resistiu. Aos 39, foi a segunda substituição joseense por contusão. A atacante Michele Carioca entrou.
O Rio Preto tentou aproveitar o bom momento. Aos 42, em falta levantada da direita, a zagueira Daiane cabeceou no travessão e com a goleira Vivi já batida.
Aos 44, em um contra-ataque e com falha da goleira Luciana, Alanna cruzou da linha de fundo e Michele Carioca perdeu boa chance, chutando fraco e justamente onde Luciana estava e meio deslocada. E ainda antes do intervalo, a rio-pretense Adriana perdeu um cara a cara com a goleira, em nova defesa importante de Vivi.
O intervalo chegou e ofereceu à comissão técnica do São José um tempo de conversa importante. As duas substituições inesperadas desarticularam a equipe em uma partida que já estava difícil.
Diferente
O São José melhorou na volta do intervalo e novamente passou a dar trabalho para a defesa adversária. No entanto, por conta da mesma falta de contundência ofensiva que comprometeu os planos de vitória no jogo de ida, acabou castigado em um contra-ataque.
Aos 17 minutos, pela direita, Kamilla driblou a lateral-esquerda Yasmim e cruzou da linha de fundo, na pequena área. Millene, na segunda trave, dominou e fez o seu décimo gol no campeonato, com um chute certeiro, pelo alto, no canto esquerdo.
Reagindo, o São José deixou passar a chance do empate, aos 19. Na área adversária, Juliete mandou uma puxeta e colocou Gabi Portilho livre na frente da goleira. Mas a meia, ao chutar de primeira, pegou muito mal, mandando para fora.
Como um gol levaria a decisão para os pênaltis, o São José continuou lutando. Aos 35, em mais uma substituição por contusão, Michele Carioca saiu e entrou a lateral Scarlett. No mesmo minuto, Gabi Portilho descolcou uma falta nas proximidades da entrada da área, um pouco mais pela meia direita. Na cobrança, a canhota de Yasmim encobriu a barreira e deixou a goleira sem chances de defesa. Mas a bola bateu na trave esquerda e não entrou.
O Rio Preto desistiu de insistir em um segundo gol e procurou defender o resultado. Teve competência até o final dos quatro minutos de acréscimos e garantiu o direito de ir às finais contra o Flamengo. No Rio de Janeiro, o time carioca fez 1 a 0 na Ferroviária, gol de Larissa, no começo do segundo tempo. E o gol que havia marcado fora de casa, nos 2 a 1 sofridos no jogo de ida em Araraquara, acabou fazendo a diferença.
Os times
O São José atuou com: Vivi; Raquelzinha, Jujuba, Bagé e Yasmim; Thaisa, Rita Bove (Edna Baiana 34´/1º), Juliete e Carlinha (Michele Carioca 40´/1º, depois Scarlett, 35´/2º); Gabi Portilho e Alanna.
O Rio Preto: Luciana; Mônica, Ana Alice, Daiane e Mariana; Jéssica, Suzana e Letícia Silva; Adriana, Millene e Kamilla (Elis 45´/2º).
O árbitro foi Leandro Bizzio Marinho (SP-CBF-1), com os assistentes Bruno Salgado Rizo (SP-CBF-1) e Fábio Rogério Baesteiro (SP-CBF-1). A quarta árbitra será Katiúcia da Mota Lima (AP-ASP-FIFA) e a assessora, Sílvia Regina de Oliveira (SP).
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