Secretário de finanças de Ilhabela é preso em operação da PF

Tiago da Silva Corrêa é investigado por suposto envolvimento em esquema de propina

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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Momento em que os policiais cumpriam mandado de prisão na casa do secretário

Reprodução/ Redes Sociais

A Polícia Federal prendeu o secretário de Gestão Financeira da Prefeitura de Ilhabela, Tiago da Silva Corrêa, durante uma operação na manhã desta sexta-feira (6). Essa é a terceira operação da PF no arquipélago desde o início de 2019.

A Polícia Federal confirmou a operação, mas até 9h não havia revelado nomes dos envolvidos no processo.

Em entrevista ao jornal Tribuna do Povo, o delegado da PF Carlos Roberto de Almeida revelou a prisão temporária de cinco dias, por suposto envolvimento do secretário em um esquema de propina.

De acordo com a entrevista, Tiago Corrêa teria sido preso no início da manhã, em sua casa, e logo depois a PF teria se dirigido ao gabinete do secretário em busca de documentos.

Por meio de nota, a Prefeitura de Ilhabela informou que colabora com as investigações para que todos os fatos sejam esclarecidos. Ainda de acordo com a administração quem assume o cargo de secretário de Gestão Financeira é Fernando Créscio da Silva.

O Meon contatou a Polícia Federal, mas até esta publicação não se maniestou sobre a operação.

Operação Prelúdio

Em maio deste ano, o então prefeito Márcio Tenório (MDB) foi afastado do cargo durante a Operação Prelúdio II e depois teve o mandato cassado na Câmara Municipal. Na ocasião, a PF cumpriu três mandados de prisão preventiva, seis de afastamento da função pública e um de medida cautelar.

Segundo a Polícia Federal, a primeira investigação, iniciada em outubro de 2017, teria comprovado que no início da nova gestão municipal a empresa contratada para os processamentos de resíduos de podas e folhas e da construção civil teria deixado de processar os resíduos por quatro meses, quando teria ocorrido a rescisão amigável do contrato.

A PF acredita que esta teria sido uma ação combinada para justificar a contratação emergencial de nova empresa para dar aparência de legalidade à nova contratação. Ainda de acordo com a Polícia Federal, a nova empresa contratada, até então, não possuiria equipamentos, pessoal, maquinário, veículos ou qualquer experiência na execução do objeto do contrato, cujo edital exigia que fosse uma empresa especializada.

A investigação constatou que a empresa contratada teria omitido em seu contrato social um empresário já investigado na Operação Torniquete, por irregularidades em diversos contratos de obras públicas em São Sebastião. A empresa teria transferido parte dos pagamentos recebidos pela execução do contrato à conta corrente de um laranja do empresário.

Pela apuração da PF, teria ocorrido a transferência de valores desse laranja ao agente público responsável pela fiscalização do contrato e também teriam sido encontrados indícios de pagamento de propina a outros agentes públicos.

Ilhabela é multa em R$ 2,5 milhões

Em novembro, a Prefeitura de Ilhabela foi multada pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em R$ 2,5 milhões por lançamento irregular de efluentes no mar. A autuação foi aplicada após uma operação desencadeada pelo Ministério do Meio Ambiente, em conjunto com o Ibama, Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) e Polícia Militar Ambiental.

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