Sem preguiça, Pulsaris lança videoclipe e traça planos ambiciosos
“Quero sair, mas não ando (…) Quero fugir, mas fico aqui”. No clipe da música Preguiça –primeiro dos joseenses da Pulsaris- a agonia da impotência abastece uma sonoridade crua e urgente. Ao melhor estilo sessão de terapia, a banda se dispõe a encarar de frente o comodismo com o reconhecimento regional para que voos mais altos possam ser arquitetados.


Experiência de integrantes no cenário underground é maior trunfo da banda
Divulgação/Pulsaris
“Quero sair, mas não ando (…) Quero fugir, mas fico aqui”. No clipe da música Preguiça –primeiro dos joseenses da Pulsaris- a agonia da impotência abastece uma sonoridade crua e urgente. Ao melhor estilo sessão de terapia, a banda se dispõe a encarar de frente o comodismo com o reconhecimento regional para que voos mais altos possam ser arquitetados.
Após três anos de formação, o quinteto composto por figurinhas carimbadas na cena independente do Vale resolveu que é hora de abandonar a zona de conforto. E, para tanto, a produção do clipe foi a primeira das medidas para introduzir o grupo em caminhos mais incertos do que os habituais festivais underground da região.
“A gente adquire um hábito e acaba se acomodando um pouco. Por isso este é um momento de rompimento, de atingir novos públicos e mostrar o trabalho em outras cidades”, afirma o vocalista Thiago Milani.
Embora seja um bom cartão de visitas, os menos de três minutos da faixa escolhida para o videoclipe pouco revelam sobre as diferentes influências que ditam os rumos sonoros da banda. A bagagem musical heterogênea dos cinco marca um rock que circula de forma orgânica entre o folk, hard rock e punk.
“São músicos que vêm de escolas diferentes e que já estavam estabelecidos no cenário, cada qual a sua maneira. Quando resolvemos juntar todo mundo, o pessoal perguntava ‘será que esses caras não vão se matar?’, mas acabou que nosso som fica com o melhor de cada um. É rock e ponto. Procuramos evitar os subtítulos”, afirma.
Experiência
Contar com componentes calejados privou a banda de alguns tropeços pelo caminho. Garimpar bons lugares para tocar e fugir das roubadas são algumas das vantagens que vêm com a experiência.
“O tempo te dá essa oportunidade de aprender e não perder tempo com coisas que só vão atrasar a evolução da banda. Essa característica está presente em muito do nosso procedimento como grupo. No processo de composições, nos ensaios. Aprendemos a aproveitar melhor o tempo que temos”, afirma.
Além de Milani nos vocais, o Pulsaris é formado por André Rosa e Cris Ribeiro nas guitarras, André Filu no baixo e Tulio Aquino na bateria.
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