André Frateschi apresenta seu 1º disco nesta sexta (22) em São José

Na dramaturgia televisiva André Frateschi incorporou personagens em “Mad Maria”, “Sessão de Terapia” e “JK”. Como cantor foi cover de David Bowie por oito anos no projeto “Heroes”, ao lado de sua esposa Miranda Kassin. Em 2014, Frateschi é, mais do que nunca, ele mesmo, ao lançar aos 39 anos de idade o seu primeiro álbum de músicas autorais, “Maximalista” -que pode ser ouvido em show grátis no Sesc São José dos Campos, nesta sexta-feira (22), às 19h30.

Escrito por: Renan Simão3 min de leitura
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Cantor mostra “Maximalista”, álbum com participação de pianista de Bowie

Divulgação/Gal Oppido

Na dramaturgia televisiva, André Frateschi incorporou personagens em “Mad Maria”, “Sessão de Terapia” e “JK”. Como cantor, foi cover de David Bowie por oito anos no projeto “Heroes”, ao lado de sua mulher Miranda Kassin. Em 2014, Frateschi é, mais do que nunca, ele mesmo, ao lançar aos 39 anos de idade o seu primeiro álbum de músicas autorais, “Maximalista” -que pode ser ouvido em show grátis no Sesc São José dos Campos, nesta sexta-feira (22), às 19h30.

Mantendo algo de surpresa, a coleção de canções faz parte de um processo recente que, assumidamente, reflete o momento do artista paulistano. “O disco tem um reflexo de quem eu sou, o que eu acredito. E veio num momento certo porque eu tive tempo para maturar bastante as ideias de arranjo, letras e do meu jeito de cantar. Tive que me achar maduro para não me sentir arrependido depois de lançar o disco”, diz.

“Maximalista” tem 15 faixas divididas em lados A e B, como nos vinis. Foram produzidas e compostas num sítio afastado, “sem comunicação nenhuma”, e resultaram num trabalho que exorciza demônios de uma sociedade dominada pela megalópole e de um homem pós-moderno que vive dentro dela, numa estética essencialmente rock and roll, seja em momentos pesados (“Eu Não Tenho Saco”) ou mais iluminados (“Maximalista”).

“Essa é a grande característica da nossa geração, multifuncional, sem profundidade, histérica. E eu sou uma pessoa que vive esse tempo, mesmo sem querer, às vezes eu sou assim”.

E se o ouvinte chegar à conclusão de que a sonoridade do álbum lembra David Bowie, o chute está certo pois nada menos que Mike Garson, lendário pianista da fase setentista do camaleão britânico que toca no disco clássico “Alladin Sane” (1973), participa de “Maximalista” com a produção de seis faixas e a composição de uma música instrumental, “Soul Searching”.

“Mike Garson é um grande herói pra mim, o maior pianista de rock de todos os tempos. Ele deu uma tridimensionalidade ao álbum. Tem uma destreza técnica e uma ousadia que precisava para o disco”, conta Frateschi que contatou e trabalhou com o músico americano exclusivamente pela internet.

Duplo
O vocalista diz que as profissões de ator e cantor cover, que tocou por décadas, contribuíram para sua maturação como artista autoral. Gosta do conceito de bandleaders como Tom Waits e Bowie que, por exemplo, têm uma certa “vida dupla”, ficam seguros interpretando papéis distintos em cima do palco.

“Acho que essas as carreiras de ator e cantor se confundem muito. Quando faço uma música, eu penso uma trilha sonora para o meu personagem. As artes cênicas também me deram disciplina para compor uma música. São atividades muito complementares e não consigo viver sem nenhuma delas”.

ANDRÉ FRATESCHI
Quando: sexta-feira (22), às 19h30
Onde: Sesc São José dos Campos – avenida Adhemar de Barros, 999, Jardim São Dimas  
Quanto: grátis
Mais informações: (12) 3904-2000

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