Senadores decidem trabalhar menos e criar semana de três dias no Congresso Nacional

Com aval do presidente do Senado, medida permite aos senadores trabalharem nove dias por mês em Brasília

Escrito por: Meon2 min de leitura
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Na primeira reunião após terem emendado o feriado de carnaval, os senadores decidiram se autoconceder semanas reduzidas de trabalho. Com aval do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), foi definido que só serão votados projetos terça, quarta e quinta-feiras. Segunda e sexta-feiras as sessões serão não deliberativas, o que significa que não precisarão trabalhar nesses dois dias porque não será considerado falta.

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Os senadores também instituíram o mês de três semanas. Funcionará assim: na última semana do mês o trabalho será remoto “com pauta tranquila”. Na prática, o senador só precisará trabalhar nove dias em um mês em Brasília. O salário atual dos senadores é R$ 39,2 mil, mas a partir de abril o valor saltará para R$ 41,6 mil. O reajuste foi definido no final do ano passado.

O líder do Podemos no Senado, Oriovisto Guimarães (PR), defendeu a medida. “Acho que foi um avanço. Isto vai permitir um maior contato com a base de cada senador, uma semana por mês”, afirmou. Segundo o senador, a decisão foi unânime entre os líderes.

A semana curta costumava ser um hábito no Congresso para que os senadores e deputados pudessem voltar aos seus estados. A pandemia, contudo, permitiu votações remotas. Mesmo com esse recurso, o privilégio de trabalhar apenas três dias na semana foi mantido.

Na reunião de terça-feira (28), os senadores decidiram ainda que às terças e quartas-feiras o expediente começa só à tarde. O expediente se inicia às 14h, mas votação mesmo só a partir das 16h. Podem haver, no entanto, sessões nas comissões temáticas no período da manhã. O senador só leva falta e tem desconto no salário se faltar na sessão de votação no plenário, a que começa 16h.

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