Peixe-fantasma: saxofonista traz jazz latino ao Sesc São José dos Campos
Como alguém com mais de 30 anos de carreira empunhando o saxofone em trabalhos de Jorge Ben Jor, Roberto Carlos, Jards Macalé, Cauby Peixoto e outros tem seu primeiro álbum solo apenas em 2013? “Fiquei muito tempo tocando com outros músicos, nunca prestei tanto a atenção nisso”, diz o saxofonista Sérgio Galvão que se apresenta nesta sexta-feira (23), às 19h30, no Sesc São José dos Campos. A entrada é grátis.


Indicado ao Grammy, músico toca “Phantom Fish”, seu primeiro disco autoral
Divulgação
Como alguém com mais de 30 anos de carreira empunhando o saxofone em trabalhos de Jorge Ben Jor, Roberto Carlos, Jards Macalé, Cauby Peixoto e outros tem seu primeiro álbum solo apenas em 2013? “Fiquei muito tempo tocando com outros músicos, nunca prestei tanto a atenção nas minha composições”, diz o saxofonista Sérgio Galvão que se apresenta nesta sexta-feira (23), às 19h30, no Sesc São José dos Campos. A entrada é grátis.
O artista traz para São José “Phantom Fish”, registro indicado ao Grammy de 2014 nas categorias de melhor álbum de latin-jazz e melhor jazz solo. Apesar de estar dentro do rótulo de jazz latino, o primeiro disco autoral e solo de Galvão é, segundo ele, “uma fusão de sonoridades brasileiras como o samba-jazz e sem ritmos mais estereotipados do latin-jazz como a salsa e o merengue”.
“O disco tem elementos muito diferentes, um exemplo disso é que foi gravado metade com um pianista argentino, Leo Genovese, e metade com um cubano, o Aruán Ortiz”, conta Galvão. Ainda toca no disco o trompetista brasileiro Cladio Roditi que já tocou com Ed Lincoln e Dizzie Gillespie.
No começo do ano, Galvão e banda fizeram turnê pelos Estados Unidos e chegaram a tocar no Blue Note, casa de jazz do Greenwich Village, em Nova York, onde já tocaram Oscar Peterson, Dave Brubeck e outras lendas do jazz.
Peixe-fantasma
“Phantom-Fish” é o resultado de muitos anos colaborando com muita gente, rondando o show business brasileiro, mas sem receber tanto crédito por isso, como um peixe-fantasma, que já gravou com a Tiazinha e até com Roberto Carlos.
“Com a Tiazinha foi uma gravação na Sony, sem ninguém, na verdade eu nem conheço ela, mas o Roberto Carlos eu conheci, toquei junto, é um cara muito inteligente”, lembra o músico que também colabora com a Orquestra Imperial.
A primeira incursão de Galvão no universo autoral aconteceu no recente 2013, quando a baixista Amanda Ruzza o chamou para tocar em sua banda e perguntou se ele tinha composições -a resposta foi negativa. “Vamos fazer um disco seu porque saxofonista, já sabe, né, joga uma pedra pro alto e cai dois”, pedia Amanda a Galvão.
Seis das oito músicas do disco são autorais e, diz Galvão, “saíram aos 48 do segundo tempo para a gravação” e mesmo assim o músico garante que “não tem uma nota no disco que eu não tenha gostado”. Também foram reinterpretados os temas “Vou Deitar e Rolar”, de Baden Powell e P. C. Pinheiro, e “Amphybious”, de Moacyr Santos.
“O Moacyr é meu herói”, afirma Galvão, “essa música esteve no meu repertório por muito tempo e foi ela o ponto de partida da ideia disco”.
Abaixo, ouça “Phantom Fish”, de Sérgio Galvão:
SÉRGIO GALVÃO
Quando: sexta-feira (23), às 19h30
Onde: Sesc São José dos Campos – avenida Adhemar de Barros, 999, Jardim São Dimas
Quanto: grátis
Mais informações: (12) 3904-2000
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