Servidores paralisam atividades nesta quinta na Unesp de São José e Guará

Os servidores técnico-administrativos da Unesp (Universidade Julio de Mesquita Filho), em greve há 70 dias em 18 campis no Estado de São Paulo, bloquearam nesta terça-feira (31) a entrada de funcionários nas unidades de São José dos Campos e Guaratinguetá, paralisando todas as atividades. O ato foi chamado de Dia Estadual de Mobilização da Unesp.

Escrito por: Rodrigo Ribeiro2 min de leitura
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Servidores da Unesp fazem ato em São José e Guará nesta terça-feira (31) (Reprodução/Facebook/Greve Unesp SJC)

Servidores da Unesp fazem ato em São José nesta quinta-feira (31)

Reprodução/Facebook/Greve Unesp SJC

Os servidores técnico-administrativos da Unesp (Universidade Julio de Mesquita Filho), em greve há 70 dias em 18 campis no Estado de São Paulo, bloquearam nesta quinta-feira (31) a entrada de funcionários nas unidades de São José dos Campos e Guaratinguetá, paralisando todas as atividades. O ato foi chamado de Dia Estadual de Mobilização da Unesp.

Segundo um comunicado da Comissão de Mobilização Estadual dos Servidores Técnico-Administrativos da Unesp, o objetivo é rediscutir o dissídio de maio e defender um ensino superior público de qualidade. “Essa ação estadual conjunta de nossa categoria tem por finalidade pressionar o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo) a rediscutir nosso dissídio de maio, quando “nos foi oferecido” 0% de reajuste”, diz trecho da nota.

Na unidade de São José dos Campos, que oferece os cursos de Odontologia e Engenharia Ambiental, 10% do corpo de funcionários estão em greve. Já em Guaratinguetá, que oferece cursos de Engenharia, Física e Matemática, não foi informado quantos funcionários participam da paralisação.

Outras reivindicações da categoria são mais verbas para investir na educação, contratação de mais servidores técnico-administrativos e docentes, além de proporcionar maiores auxílios (bolsas, moradias, restaurantes universitários) aos estudantes.

Outro lado 
O Cruesp manteve congelado os salários, alegando que os recursos repassados pelo governo não são suficientes para bancar o reajuste. Por meio de nota, informou que o reajuste salarial só poderá entrar em pauta em setembro ou outubro, com o aumento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços).

O Meon entrou em contato com a Unesp que confirmou uma reunião para o dia 3 de setembro entre a Cruesp e o Fórum das Seis, entidade que congrega os sindicatos que representam as duas categorias de servidores das três universidades paulista, Unesp, Usp e Unicamp.

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