Simpatia É Quase Amor desfila com críticas políticas e marchinhas polêmicas
Um dos blocos mais tradicionais do Rio, que desfila desde 1985 pelas ruas de Ipanema, o Simpatia É Quase Amor arrastou uma multidão neste domingo (11) de céu azul e calor de 35 graus centígrados, com sensação térmica superior. A agremiação que se notabilizou pelo bom humor e pelas críticas políticas, não fez difere

Um dos blocos mais tradicionais do Rio, que desfila desde 1985 pelas ruas de Ipanema, o Simpatia É Quase Amor arrastou uma multidão neste domingo (11) de céu azul e calor de 35 graus centígrados, com sensação térmica superior. A agremiação que se notabilizou pelo bom humor e pelas críticas políticas, não fez diferente este ano, em seu segundo desfile no carnaval.
Com a música Samba da Adivinhação, ironizando o atual prefeito do Rio, Marcelo Crivella, o Simpatia protestou contra a postura oficial com o carnaval carioca, que este ano recebeu menos verbas oficiais do que em edições anteriores. Segundo a prefeitura, isso aconteceu por causa da crise econômica no estado e no município.
Em seu estandarte, o bloco mostrava a verve irônica e bem humorada: “Simpatia É Quase Amor saúda a imprensa escrita, falada e televisada, o povo em geral, e pede passagem ou vale-transporte”. Polêmicas e brincadeiras à parte, os milhares de foliões não se importaram nem com a temperatura alta nem com a reduzida presença de policiais, que dava sensação de insegurança ao longo do trajeto, e se divertiram o tempo todo.
Como em todos os anos, a saída foi a Praça General Osório, para depois seguir pela praia de Ipanema. Entre as músicas tocadas, não faltaram as polêmicas e – segundo alguns – politicamente incorretas Cabeleira do Zezé, Maria Sapatão e Mulata Bossa Nova. Cantadas em tom de brincadeira e bom humor, as canções pareciam não ofender aos presentes, que estavam mais interessados em se divertir e namorar. Afinal, como diz o nome do bloco: simpatia é quase amor.
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