Sindicalistas fazem protesto contra a PEC da Reforma Administrativa em São José

A PEC 32 altera regras sobre os servidores e empregados públicos

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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Nesta quarta-feira (18), diversos manifestantes sindicais fizeram ato contra a PEC 32 em frente ao Paço Municipal de São José dos Campos.

O Sindmetal de São José dos Campos (Sindicato dos Metalúrgicos) informou que ainda não tem informações sobre o número de pessoas no protesto, mas que ele engloba o 18A, Dia Nacional de Lutas. Os servidores planejaram para este dia, uma greve geral nacional, em protesto contra a PEC 32.

“As centrais sindicais se uniram e são várias pautas: contra a PEC 32, contra a privatização dos Correios, contra a aprovação da MP 1045 e pelo Fora Bolsonaro e Mourão”, contou Edilene, jornalista interna do Sindmetal.

A Proposta de Emenda a Constituição, prevê a reforma administrativa, que faz mudança no funcionalismo público em esferas nacional, municipal e estadual.

A jornalista do sindicato explicou porque os sindicalistas são contra essa reforma: “Tem, por exemplo, dentro desta PEC, à falta de estabilidade dos servidores, eles querem facilitar a demissão desses trabalhadores, pode ocorrer uma demissão em massa. Há também proposta de contratação de servidores emergenciais, que na verdade vão ser comissionados, sem precisar fazer concurso público para contratar alguém, o que facilita que um político coloque um parente e de sua confiança dentro dos setores públicos de uma maneira geral. Na verdade a PEC quer acabar com o funcionalismo público como ele é hoje”, concluiu.

O que é a PEC 32?

De acordo com a Agência Câmara de Notícias, a PEC 32 (Proposta de Emenda à Constituição 32/20), de autoria do Poder Executivo, altera regras sobre os servidores e empregados públicos e modifica a organização da administração pública direta e indiretamente de todos os Poderes da União, estados e municípios.

Chamada pelo governo de PEC da Nova Administração Pública, a proposta altera 27 trechos da Constituição e introduz mais 87. As principais medidas da proposta tratam de contratação, remuneração e desligamento, válidas somente para quem ingressar no setor público após a aprovação das mudanças.

Thiago Fagundes/Agência Câmara
Thiago Fagundes/Agência Câmara