Sindicato estima mais de 500 demissões na GM em São José
Greve continua e metalúrgicos preparam manifestação para sexta-feira (12)


Familiares de funcionários acompanharam a assembleia desta quarta (12)
Divulgação/SindMetal/SJC/Lucas Lacaz
O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos estima que ao menos 500 trabalhadores da planta da General Motors na cidade serão demitidos. De acordo com a entidade, até o momento, este é o número de trabalhadores que procuraram o sindicato informando a demissão. No sábado (8), a fábrica iniciou o comunicado de desligamentos.
Segundo a entidade, o número, no entanto, não é definitivo, “uma vez que, a cada dia, mais trabalhadores procuram a entidade informando sobre o recebimento do telegrama de desligamento”, diz em nota. Nesta quarta-feira (12), a greve contra os cortes chega ao terceiro dia, exigindo que a empresa abra negociação para o cancelamento das demissões e por estabilidade no emprego.
A GM condicionou qualquer negociação ao retorno ao trabalho, sem que as demissões fossem suspensas. Segundo o sindicato, a empresa já entrou com pedido de dissídio coletivo no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) – 15ª. Região, em Campinas.
“Os números levantados pelo Sindicato confirmam que a General Motors está realizando uma demissão em massa na planta. Isso acontece sem nenhuma tentativa de diálogo com os trabalhadores, o que é inadmissível. Por isso cobramos a abertura de negociações”, afirma o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.
Ao final da assembleia desta quarta-feira, foi aprovada a realização de uma manifestação nesta sexta-feira (14), a partir das 8h, em frente à montadora. Para este ato, foram convocadas entidades de todo o país, dando caráter nacional à campanha em defesa do emprego.
Reunião com a prefeitura
Ainda nesta quarta-feira, o Sindicato e uma comissão de trabalhadores demitidos vão se reunir com o prefeito de São José dos Campos, Carlinhos Almeida (PT), às 14h, no Paço Municipal, para cobrar medidas em defesa dos empregos.
“O número de cortes já chega a quase 10% da planta e pode aumentar ainda mais, o que é inaceitável diante de todos os incentivos fiscais recebidos pela montadora. Por isso, cobramos a intervenção dos governos municipal, estadual e federal no sentido de garantir os empregos”, avalia Macapá
Questionada sobre a quantidade de demissões, a GM informou apenas, que ” o número não está disponível”.
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