Sistema de freios requer cuidados para evitar acidentes

Mais importante do que acelerar um carro é pará-lo. Para manter o sistema de freios sempre funcionando corretamente, algumas medidas devem ser tomadas. “Normalmente, um conjunto de freios pode durar até 40 mil quilômetros, mas com uso indevido, a durabilidade pode cair para apenas 10 mil quilômetros”, alerta o coordenador de treinamento de rede da […]

Escrito por: Igor Macário2 min de leitura
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Mais importante do que acelerar um carro é pará-lo. Para manter o sistema de freios sempre funcionando corretamente, algumas medidas devem ser tomadas.

“Normalmente, um conjunto de freios pode durar até 40 mil quilômetros, mas com uso indevido, a durabilidade pode cair para apenas 10 mil quilômetros”, alerta o coordenador de treinamento de rede da Nissan, André Maranhão.

Evitar frenagens bruscas ou descer uma serra com o pé no freio o tempo todo, por exemplo, também ajuda a conservar todas as peças do conjunto. “Quem dirige carros automáticos deve tomar ainda mais cuidado”, indica o supervisor de serviços da Ford, Reinaldo Nascimbeni.

A tendência da transmissão automática de passar as marchas à frente em descidas reduz a atuação do freio-motor e deixa o carro mais “solto”, corrobora André Maranhão.

Nascimbeni ainda lembra que nos propulsores diesel, como de picapes e utilitários, o freio-motor é menos potente que de motores a gasolina. “É comum motoristas ainda desacostumados pisarem mais no freio nos primeiros meses”, completa o engenheiro.

Na autorizada da Ford Caoa Ibirapuera (5053-3000), na zona sul, um par de discos para o sedã Fiesta custa R$ 500. O jogo de pastilhas sai a R$ 445,20. Já para um Volkswagen Gol, a conta fica nos R$ 620 no balcão da Brasilwagen da Vila Guilherme (2179-8030), na zona norte.


Fluido

Usar um fluido com especificação errada pode ser bastante prejudicial ao sistema de freios. A classificação dos produtos se dá pelo DOT. Quanto mais alto o DOT do líquido, maior seu ponto de ebulição e menor sua viscosidade.

Isso significa que um fluido DOT 3 é relativamente inferior a um DOT 5, mais moderno. “Mas cada carro tem uma determinada especificação. Não adianta usar um fluido DOT 5 num veículo que pede um DOT 4, por exemplo. Isso pode prejudicar o sistema”, diz André Maranhão, da Nissan.

Um fluido diferente da especificação original do carro pode atacar borrachas de mangueiras de vedação dos dutos, como confirma Reinaldo Nascembini, da Ford.

O fluido não deve ser completado, já que não há consumo do líquido. Em caso de baixa do nível, deve-se procurar por vazamentos. Além disso, a troca se dá pelo tempo e deve ser efetuada em média a cada dois anos, independentemente da intensidade de uso do carro.

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