Taubaté doa área para empresa que pretende criar 102 empregos

A Câmara de Taubaté aprovou projeto de autoria da prefeitura que doa para a empresa Campo Limpo uma área de 20 mil metros quadrados no distrito industrial do Piracangaguá, onde a empresa já está instalada.

Escrito por: Rodrigo Ribeiro2 min de leitura
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Prefeitura doa área aa empresa que prevê 102 empregos em Taubaté

Flavio Pereira/Meon

A Câmara de Taubaté aprovou projeto de autoria da prefeitura que doa para a empresa Campo Limpo uma área de 20 mil metros quadrados no distrito industrial do Piracangaguá, onde a empresa já está instalada.

De acordo com o projeto enviado aos vereadores, são previstos a criação de 102 empregos e investimento de R$ 22,1 milhões pela Campo Limpo, que produz embalagens plásticas a partir da reciclagem de embalagens vazias de agroquímicos.

A empresa atua como um centro de desenvolvimento de novas tecnologias voltadas para a reciclagem e a transformação de plásticos.

O projeto não foi aprovado por unanimidade. Um dos motivos foi o fato de a proposta ter entrado na pauta sem parecer jurídico do Legislativo.

O vereador Salvador Soares (PT) defendeu a necessidade de parecer jurídico ao projeto de lei. “Fico preocupado, temos um corpo jurídico que precisa nos dar clareza porque, num voto contrário, os responsáveis somos nós. Daí me preocupa a ausência deste parecer”, disse, justificando o voto contrário.

Já a vereadora Vera Saba (PT) afirmou que não vai votar favorável a projetos de doação de área enquanto “não houver uma política transparente e séria” em relação à garantia de postos de trabalho. “Não vou votar oportunidades às empresas privadas, mas que não garantam empregos aos taubateanos. Quero pensar em mais de mil empregos”, disse.

Segundo o presidente da Câmara, Carlos Peixoto (PMDB),  o projeto teve parecer das comissões permanentes da Casa, o que descarta a necessidade do parecer da Procuradoria Jurídica. “Se temos as comissões, os vereadores viram in loco a área, entenderam que não precisam do parecer jurídico, não vejo nenhum problema nisso (em colocar o projeto para votação sem parecer jurídico)”, explica.

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